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Câmara arquiva denúncia contra Murilo Rinaldo de Monte Mor

Processo pedia a cassaçao do prefeito devido irregularidades administrativas

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Votação de denúncia contra Prefeito de Monte Mor é arquivada após votação

A Câmara Municipal de Monte Mor concluiu, na segunda-feira (5), a tramitação da Denúncia nº 1/2026, que pedia a investigação formal e a cassação do prefeito Murilo Antônio de Sousa Rinaldo. Protocolada por um cidadão com esteio no Decreto-Lei nº 201/1967, a peça atribui à administração municipal um suposto conjunto de irregularidades administrativas que, de acordo com o denunciante, teria provocado um impacto financeiro estimado em R$ 68.761.225,43 aos cofres públicos.

O valor em questão consta exclusivamente nas cinco páginas da denúncia apresentada e não representa qualquer conclusão oficial da Câmara de Vereadores, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) ou do Poder Judiciário. Como o recebimento da denúncia foi rejeitado de forma expressativa pelos parlamentares, não houve a instauração de comissão processante, o que impediu o aprofundamento da apuração, a produção de novas provas, a realização de diligências ou a análise aprofundada do mérito das acusações.

De acordo com o documento disponibilizado no sistema oficial do Poder Legislativo municipal, os apontamentos teriam sido identificados a partir do cruzamento de dados públicos do Portal da Transparência com documentos encaminhados ao Tribunal de Contas. O denunciante dividiu o montante total em duas frentes principais: R$ 47.110.624.36 referentes a um alegado passivo previdenciário e o restante ligado a supostas falhas em contratos de secretarias.

Entre as irregularidades descritas na peça estão menções a suposto direcionamento de contratos, dispensas de licitação consideradas irregulares pelo autor, possíveis sobrepreços, problemas em documentos comprobatórios e falhas na segregação de funções. A denúncia abrange diferentes áreas, como Saúde, Obras, Educação, Esportes, Administração, Trânsito e Assistência Social.

A votação ocorreu durante a 34ª Sessão Ordinária. Dez vereadores votaram contra o prosseguimento da denúncia e apenas um foi favorável. Na mesma data, aprovaram o Projeto de Decreto Legislativo nº 13/2026, autorizando 15 dias de férias ao prefeito, com o vice Professor Fio assumindo interinamente durante a ausência do prefeito.