MP amplia investigação sobre o acidente no Hopi Hari
Perícia busca esclarecer as causas do trauma sofrido por jovem após percurso
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ampliou as diligências para esclarecer as circunstâncias do acidente envolvendo a montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo. O caso ocorreu em 20 de abril deste ano, quando Julia Rimoli Bossoni, do Paraná, sofreu um traumatismo craniano durante o passeio e ficou com sequelas neurológicas.
Julia estava no parque com o marido e fez o percurso da atração pela segunda vez naquele dia. O marido relatou à Polícia Civil que o trem apresentou fortes solavancos durante o trajeto. Ao chegar à estação, a jovem estava desacordada e convulsionando. Ela recebeu atendimento no ambulatório e seguiu à Santa Casa de Vinhedo.
Exames identificaram um hematoma subdural na região frontal do cérebro, e Julia precisou passar por uma craniotomia de emergência. Ela permaneceu cerca de 60 dias na UTI e passou por outros procedimentos. Depois, foi transferida para um hospital no Paraná. Laudos médicos anexados ao inquérito descartaram malformação arteriovenosa congênita e ocorrência espontânea de AVC, relacionando o quadro a um trauma sofrido durante o passeio.
A apuração do MPSP inclui perícia técnica no carrinho e na estrutura da Montezum, laudo indireto de corpo de delito e obtenção dos prontuários médicos dos hospitais. O órgão também requisitou informações sobre o sistema de fotografia comercial da atração. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Campinas e seguiu para a Delegacia de Polícia de Vinhedo.
Julia ficou com perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo e limitações na fala. A defesa da família afirma que uma investigação aprofundada é necessária para esclarecer as condições de segurança da atração.
O Hopi Hari afirmou que a Montezum possui certificação internacional de segurança emitida pelo grupo TÜV Nord, passa por inspeções anuais e segue normas técnicas. A administração informou realizar manutenção preventiva diária e manter contato com a família.
O Correio da Manhã entrou em contato com o Hopi Hari nesta segunda-feira (21) para pedir posicionamento sobre o caso. Até as 17h, o parque não havia respondido à solicitação.