Exportações da RMC têm melhor agosto dos últimos 30 anos
Vendas externas somaram US$ 572 mi, um crescimento de 28,5% no período
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou em agosto o melhor resultado para as exportações no mês em 30 anos. As empresas da região venderam US$ 572,3 milhões ao exterior, R$ 2,9 bilhões, segundo dados da plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor representa crescimento de 28,55% em relação a agosto de 2025.
O resultado também marcou o quinto recorde mensal consecutivo das vendas externas. Em agosto, as exportações superaram a marca anterior para o mês, de US$ 485,13 milhões, registrada em 2022. Entre os produtos que mais contribuíram para o desempenho estão telas ou grades catalisadoras de platina, coque de petróleo e medicamentos.
A Alemanha foi o principal destino das mercadorias da RMC. Argentina, Estados Unidos e China também aparecem entre os principais compradores.
As importações, porém, permaneceram em patamar superior. Em agosto, a RMC comprou US$ 1,86 bilhão do exterior, cerca de R$ 9,45 bilhões. O montante é maior da série histórica iniciada em 2017 e ultrapassou o recorde anterior, de US$ 1,858 bilhão, registrado em junho.
Na comparação com agosto de 2025, as importações tiveram alta de 5,62%. Com as compras internacionais mais de três vezes superiores às vendas externas, a região fechou o mês com déficit comercial de aproximadamente US$ 1,29 bilhão. Apesar do valor, o saldo negativo foi 2,13% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado.
No acumulado entre janeiro e agosto, as exportações da RMC chegaram a US$ 4,039 bilhões, aproximadamente R$ 20,5 bilhões, alta de 10,54% sobre 2025.
As importações também cresceram nos oito primeiros meses e alcançaram US$ 12,62 bilhões, avanço de 4,83%. Com a diferença entre compras e vendas, a balança comercial regional acumula déficit de US$ 8,59 bilhões em 2026, cerca de R$ 43,7 bilhões.
O saldo negativo acumulado é 1,66% superior ao registrado pela RMC entre janeiro e agosto de 2025. Os dados mostram que, apesar do avanço das exportações, a região continua comprando mais do exterior do que vende para outros países.