Presidente da Câmara de Sumaré é preso em ação da PF
Operação investiga envolvimento de Hélio Silva em esquema do tráfico de drogas
O presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Hélio Silva (Cidadania), foi preso nesta quarta-feira (9) em operação da Polícia Federal que investiga um grupo suspeito de tráfico de drogas. O vereador teria financiado atividades do esquema e cedido imóveis ligados a ele para dar suporte aos envolvidos.
A ação, chamada de Operação Archimagus, foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas. Ao todo, foram expedidos dois mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Campinas, Sumaré e Vinhedo, além de Jacutinga, em Minas Gerais.
A investigação aponta que Hélio era conhecido no grupo pelo apelido de "Mister M". Entre janeiro e agosto deste ano, ele teria recebido sacolas com volumes que aparentavam conter dinheiro. As sacolas teriam sido colocadas em um veículo oficial da Câmara.
Hélio é candidato a deputado federal nas eleições de 2026.
Os investigadores afirmam que imóveis ligados ao vereador foram usados como endereços de empresas sem atividade compatível. Em um desses locais, a polícia encontrou o acervo de armas de Hélio, que incluía um fuzil e pistolas.
Maikon Baptista da Costa também foi preso. Ele é apontado como responsável pela administração de pontos de venda de drogas em Sumaré. Outros três investigados foram alvo de buscas. Sivanir Alves é citado como responsável pelo controle de acesso e pelo suporte em um sítio em Jacutinga. Claudio Miguel da Costa seria responsável pela movimentação financeira, enquanto Jurailton Rosa dos Santos é investigado como operador do grupo.
A PF investiga o uso do sítio em Jacutinga para armazenar drogas. Há indícios de compra, armazenamento e distribuição de drogas para pontos de tráfico em Sumaré.
Hélio Silva tem 55 anos, nasceu em Porteirinha (MG) e atua no comércio de materiais para construção. Foi reeleito vereador em 2024, com 1.916 votos, e preside a Câmara no biênio 2025/2026.
O Cidadania e a Câmara Municipal de Sumaré foram procurados para comentar a prisão e as acusações, mas não haviam se manifestado até a última atualização. As defesas dos investigados também não foram localizadas.