Artesp aponta falhas e cobra melhorias do Consórcio BUS
Fiscalização encontrou 12 viagens não realizadas, atrasos e falhas nos veículos
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou nesta quinta-feira (3) que mantém fiscalização contínua sobre o Consórcio BUS , responsável pelas linhas de ônibus intermunicipais da Região Metropolitana de Campinas (RMC). A medida ocorre após a abertura de um processo administrativo por descumprimento contratual e pela ausência de um plano de melhoria apresentado pelo consórcio.
Nesta quinta, uma nova fiscalização foi realizada no Terminal Rodoviário de Sumaré, entre 6h e 8h. Os agentes acompanharam nove linhas com partidas no terminal e outras cinco que passam pelo local. Ao todo, estavam previstas 46 viagens. Deste total, 34 foram realizadas, enquanto 12 não ocorreram, segundo o balanço divulgado pela agência.
Também foram registradas falhas em equipamentos obrigatórios e atrasos. A ação teve como objetivo verificar a regularidade do serviço, considerando o cumprimento da programação, a lotação dos veículos e outros requisitos operacionais. A fiscalização faz parte de um esforço iniciado em março.
De acordo com Felipe Freitas, superintendente de transporte coletivo da Artesp, o BUS foi orientado a apresentar um plano de melhoria, mas a exigência não teria sido atendida. Por isso, a agência fará fiscalizações intensas durante 60 dias. As ações podem gerar penalidades previstas no contrato e, em uma etapa mais grave, levar à caducidade.
Reclamações sobre o serviço
O caso ocorre em meio a reclamações de passageiros sobre atrasos, falta de ônibus, superlotação e redução de horários. Na linha 654, que liga Sumaré ao Shopping Iguatemi, em Campinas, passando por Hortolândia, foram registrados 840 problemas entre março e agosto. Conforme os dados da Artesp, 94% das ocorrências estavam ligadas à falta ou ao atraso dos ônibus.
O Consórcio BUS atribui parte dos problemas à escassez de motoristas. Em posicionamento, afirmou que a falta temporária de profissionais qualificados tem afetado diretamente a operação. Também citou os congestionamentos nas rodovias, principalmente nos horários de pico. Para enfrentar a falta de mão de obra, informou que está criando um programa de formação de motoristas.