Contrato aproxima o início das operações da UTE Paulínia Verde

Acordo firmado com a TBG assegura o abastecimento de gás natural

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Expectativa é que a usina esteja apta a iniciar suas atividades em 1º de agosto, seguindo cronograma estabelecido pelo leilão

A Usina Termelétrica (UTE) Paulínia Verde avançou em direção ao início de sua operação comercial após firmar um Termo de Compromisso com a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG). O documento assegura o transporte firme de gás natural necessário para o funcionamento da unidade e atende a uma das exigências do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), realizado pelo Governo Federal para ampliar a segurança do sistema elétrico do país.

Com a formalização do acordo, a expectativa é que a usina esteja apta a iniciar suas atividades em 1º de agosto de 2026, seguindo o cronograma estabelecido pelo leilão.

Abastecimento

O contrato firmado reserva capacidade de transporte de gás pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), assegurando o abastecimento da termelétrica mesmo em períodos de maior consumo. O modelo de transporte firme garante prioridade de uso da infraestrutura de gasodutos, permitindo que a usina receba o combustível sempre que houver necessidade de geração de energia, independentemente da demanda de outros consumidores.

Esse tipo de contrato é considerado fundamental para empreendimentos participantes dos leilões de reserva de capacidade, já que oferece maior previsibilidade operacional e reduz riscos de interrupção no fornecimento de combustível.

Instalada em Paulínia, a UTE Paulínia Verde integra um dos projetos mais modernos de geração de energia em desenvolvimento no Estado de São Paulo. A unidade foi concebida para utilizar, prioritariamente, biometano produzido a partir do aproveitamento energético de resíduos sólidos. No entanto, também poderá operar com gás natural, o que amplia sua flexibilidade e contribui para a confiabilidade do sistema elétrico nacional.

Polo energético

Além de aumentar a oferta de energia para o país, a entrada em operação da usina reforça a posição estratégica de Paulínia no setor energético. O município já concentra importantes ativos da cadeia de energia, como a Refinaria de Paulínia (Replan), infraestrutura de transporte de gás natural, produção de combustíveis e derivados e novos investimentos voltados à transição energética.

A avaliação de especialistas é que o empreendimento representa mais um avanço na diversificação da matriz energética brasileira. A ampliação das fontes de geração contribui para aumentar a segurança do abastecimento em períodos de maior demanda e reduzir os riscos de déficit na produção de energia.

Segundo as informações, com a chegada da UTE Paulínia Verde, Paulínia amplia seu protagonismo no cenário energético nacional e fortalece sua posição como um dos principais centros de infraestrutura e investimentos ligados à produção e ao fornecimento de energia no país.