Valinhos confirma a 1ª morte do ano por febre maculosa
Vítima foi uma mulher de 69 anos, que faleceu no dia 18 de abril
O Instituto Adolfo Lutz confirmou a primeira morte por febre maculosa em Valinhos no ano de 2026. Uma idosa de 69 anos, residente do Jardim Monte Verde, faleceu em 18 de abril na Santa Casa de Vinhedo. Embora não tenha avistado carrapatos em seu corpo, a paciente manifestou as primeiras queixas em 14 de abril.
Segundo as informações, o local de contaminação é a região da antiga represa da Rigesa, situada perto da Rua Domingos Tordin. Essa área florestada possui avisos sobre o perigo de transmissão. Diante disso, os órgãos de saúde pública de Valinhos recomendam que os munícipes evitem ingressar no matagal para a realização de pescarias ou quaisquer outras práticas de lazer.
Sintomas
As manifestações causadas pela enfermidade incluem dor de cabeça, dor intensa pelo corpo, mal-estar generalizado, além de episódios de náuseas e vômitos. Na variante brasileira da febre maculosa, o tempo necessário para que as reações apareçam após a picada varia de 2 a 14 dias.
O departamento de Vigilância em Saúde local salienta a importância de o cidadão relatar o histórico de deslocamento por espaços de risco. Isso assegura que os profissionais de medicina adotem as condutas corretas e imediatas de atendimento.
O município registrou um óbito pela mesma causa no ano anterior. Na ocasião, um homem de 56 anos adquiriu a infecção após trabalhar no bairro do Lopes, nas imediações da Rodovia Dom Pedro. Essa localidade consta no mapa de monitoramento municipal. Dessa forma, indivíduos que residem ou exercem funções laborais adjacentes a esses perímetros precisam manter vigilância constante e evitar a proximidade com os focos apontados.
Vetor e transmissão
Segundo as informações, o carrapato-estrela representa a espécie mais abundante em toda a região de Campinas. Ele habita ambientes de mata e gramados, sobretudo em locais úmidos próximos a rios, lagos e lagoas. Quando o espécime se encontra infectado, torna-se capaz de transmitir a bactéria responsável pela complicação médica.
Formas de prevenção
Moradores e trabalhadores de áreas verdes devem adotar cuidados práticos. Recomenda-se não caminhar, sentar ou deitar em gramados e acúmulos de folhas, locais sombreados onde os vetores se concentram. Atividades de lazer, ensaios e exercícios devem se restringir a calçadas e superfícies pavimentadas. O uso de vestimentas claras e compridas facilita a visualização rápida do parasita.
Caso encontrado o vetor na pele, deve-se retirar cuidadosamente com uma pinça e higienize o local com água e sabão. Banhos quentes com bucha vegetal ajudam na remoção mecânica. Os animais domésticos também exigem fiscalização e o uso de carrapaticidas específicos, pois podem transportar o vetor para dentro dos lares. Vale destacar que repelentes comuns de insetos servem apenas como proteção complementar.