Americana terá Espaço Lilás para as vítimas de violência

Novo serviço da PM foca o acolhimento contínuo das mulheres

Por

O serviço será conduzido preferencialmente por policiais militares femininas

O município de Americana foi selecionado pelo Governo do Estado de São Paulo para integrar a rede de atendimento do Espaço Lilás. A nova estrutura, anunciada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na terça-feira (12), funcionará dentro das unidades da Polícia Militar e será dedicada exclusivamente ao acompanhamento de mulheres que sofrem violência doméstica.

Além de Americana, as cidades de Jundiaí, Mogi-Guaçu e Piracicaba também receberão o serviço, que faz parte de um conjunto de 40 novas salas operacionais instaladas em batalhões e companhias especializadas em todo o território paulista.

Acolhimento

A iniciativa visa expandir o suporte prestado às vítimas, ultrapassando o modelo de atendimento focado apenas em ocorrências de emergência. O objetivo é estabelecer um sistema contínuo de monitoramento e acolhimento logo após o registro da violência.

Segundo as informações, para garantir maior empatia e segurança, o serviço será conduzido preferencialmente por policiais militares femininas. A atuação será dividida em três frentes principais: as visitas solidárias, que devem ocorrer em até dez dias após o episódio de violência; as visitas comunitárias, focadas em prevenir a reincidência das agressões; e o grupo denominado "PVS Acolher", criado para oferecer suporte emocional e prático às mulheres.

Monitoramento

Diferente da Cabine Lilás — canal ligado ao 190 que atua no despacho de viaturas e no monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica — o Espaço Lilás prioriza o atendimento humanizado e o suporte de longo prazo. De acordo com a SSP, a intenção é oferecer orientações detalhadas sobre medidas protetivas, encaminhamentos legais e integração com a rede de apoio local.

A estrutura física foi planejada para assegurar a privacidade das vítimas, mantendo as salas de atendimento separadas das áreas comuns de delegacias ou unidades do IML (Instituto Médico Legal). Essa separação evita que a mulher tenha contato com agressores ou pessoas que estejam passando por exames de embriaguez e cautelares.

Integração de políticas

O projeto está inserido no movimento estadual "SP Por Todas", uma estratégia que busca fortalecer políticas públicas voltadas à proteção, autonomia e segurança feminina.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o modelo transforma o atendimento pontual em um acompanhamento próximo e preventivo dentro da própria estrutura da Polícia Militar.

Próximas etapas

Até o momento, o Estado não divulgou a data oficial para a inauguração da unidade em Americana, nem informou em qual batalhão ou companhia específica a estrutura será instalada. O cronograma de implantação seguirá as diretrizes do pacote de expansão das salas operacionais da PM no estado.