Água em Paulínia segue com cheiro e gosto ruins

Sabesp usa carvão ativado, mas população ainda cobra solução

Por Da Redação

Empresa diz que mudanças derivam de alterações em Rio

A população de Paulínia continua a relatar dificuldades em relação ao fornecimento de água potável. Segundo as informações, há aproximadamente duas semanas, moradores observam alterações perceptíveis no odor, sabor e coloração do recurso hifríco. O problema persiste mesmo após as intervenções iniciais realizadas pela Sabesp para mitigar os impactos no sistema de distribuição.

Diante do cenário, a administração municipal estabeleceu uma agenda de reuniões com a diretoria da concessionária e representantes do Governo do Estado. O processo conta com o suporte técnico da Cetesb, da agência reguladora Arsesp e das vigilâncias sanitárias municipal e estadual.

Monitoramento

De acordo com o prefeito Danilo Barros, embora o problema seja visível e atinja residências em diferentes zonas da cidade, não foi identificado um aumento atípico na procura por atendimento médico em decorrência do consumo da água. Ele destacou que a situação apresenta uma leve melhora em comparação à semana anterior, descartando a existência de um surto epidemiológico no município.

A Vigilância Sanitária de Paulínia realizou inspeções na estação de tratamento local e requisitou laudos detalhados sobre as condições do material distribuído.

A Sabesp sustenta que a água fornecida permanece dentro dos padrões de potabilidade. Segundo a companhia, as anormalidades derivam de mudanças no Rio Jaguari, onde houve um acúmulo de substâncias que, durante o processo de purificação, liberaram odores indesejados. Segundo a direção da empresa, a principal contramedida aplicada foi a adição de carvão ativado nas etapas de tratamento. Este componente químico tem a função de reter impurezas e neutralizar o gosto e o cheiro da água antes que ela seja enviada para a rede.

Recomendações

Devido ao histórico de instabilidade no abastecimento e alterações recentes, as autoridades orientam que o morador formalize qualquer irregularidade junto aos canais oficiais da Sabesp. O registro é fundamental para o mapeamento das áreas críticas e pode ser feito pelo telefone 0800 055 0195 ou pelo WhatsApp (11) 3388-8000.

Outro ponto de atenção refere-se aos reservatórios domésticos. Como a água com odor e sabor alterados pode ter ficado armazenada nas residências, especialistas sugerem a limpeza das caixas d'água para evitar que os resíduos persistam mesmo após a normalização do sistema público de distribuição em Paulínia.