Alcoolduto de R$ 22 bilhões tem Paulínia como destino
Projeto busca reduzir custo do transporte no agronegócio
Paulínia integra o eixo de um projeto logístico de grande porte no cenário recente do Brasil. A proposta, estimada em cerca de R$ 22 bilhões, prevê a implantação de um alcoolduto com 2,1 mil quilômetros de extensão. O traçado foi planejado para conectar Sinop, no Mato Grosso, diretamente ao polo logístico e petroquímico instalado na cidade paulista.
A iniciativa ganhou projeção nacional após apresentação e debate na 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada em Cuiabá. O objetivo é enfrentar o elevado custo do transporte rodoviário, um dos principais entraves do agronegócio brasileiro.
Produção
O Mato Grosso lidera atualmente a produção de etanol de milho no país. O envio dessa produção aos grandes centros consumidores do Sudeste e aos portos de exportação envolve custos elevados e depende de grande volume de deslocamentos por caminhões-tanque.
Com a implantação do duto, o transporte passaria a ocorrer por uma estrutura subterrânea de alta capacidade. O biocombustível partiria do Centro-Oeste, atravessaria estados considerados estratégicos e seguiria diretamente para os terminais de distribuição em Paulínia. O projeto também inclui integração com rodovias, como a BR-163, e com a malha ferroviária, configurando um sistema multimodal.
Reflexos
Segundo as informações, para Paulínia, a execução do projeto indica potencial de ampliação de investimentos e dinamização econômica. A definição do município como ponto final do alcoolduto está relacionada à infraestrutura já existente, que inclui a maior refinaria do país, a Replan, além de um amplo sistema de distribuição de combustíveis.
A instalação do terminal pode resultar na abertura de milhares de empregos diretos e indiretos, tanto na fase de construção quanto na operação. A combinação entre logística estruturada e oferta de matéria-prima também pode favorecer a instalação de novas indústrias e empresas de tecnologia ligadas à transição energética.
Etapas do projeto
O empreendimento permanece em fase de articulação e na procura da formação de parcerias entre iniciativa privada, produtores do agronegócio e governos estaduais e federal. Esse processo busca viabilizar estudos de impacto ambiental e a modelagem da engenharia financeira necessária para a implementação do projeto.
O Correio da Manhã procurou a Prefeitura de Paulínia mas, até o momento, não obteve retorno.