Empregos no setor de alimentação crescem

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Após quatro meses consecutivos de retração, o segmento de alimentação voltou a apresentar crescimento na geração de empregos na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Em fevereiro, o setor registrou desempenho expressivo, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. Ao todo, foram contabilizadas 4 mil contratações e 3.021 desligamentos nos 20 municípios da região, resultando em um saldo positivo de 979 vagas com carteira assinada. No Estado de São Paulo, o setor foi responsável pela abertura de 10.241 novos postos formais no mesmo período.

Retomada regional

O avanço foi puxado por diferentes cidades da RMC. Campinas liderou a criação de empregos, com 377 novas vagas, seguida por Holambra (160), Hortolândia (120), Sumaré (119) e Indaiatuba (74). No total, 14 municípios fecharam o mês com mais admissões do que demissões. Por outro lado, algumas cidades apresentaram leve retração, como Nova Odessa (-6), Monte Mor (-4), Pedreira (-2), além de Santo Antônio de Posse e Valinhos, ambas com saldo negativo de um posto. Jaguariúna manteve estabilidade, com o mesmo número de contratações e desligamentos.

Força econômica

Além de interromper a sequência negativa iniciada em outubro do ano passado, o resultado de fevereiro representa o melhor desempenho do setor desde janeiro de 2024. No acumulado de 2026, o grupo já soma saldo positivo de 724 empregos formais.

Para o presidente da Abrasel Regional Campinas, André Mandetta, existem dois pontos importantes a serem destacados nos números de janeiro. "Primeiro, a força do setor de alimentação fora do lar na região dentro da economia estadual. Os 979 novos postos representam 9,56% das contratações em todos o Estado", destaca.

Ele também acrescenta sobre a força do setor, "o segundo ponto é a resiliência do setor, que após quatro meses volta a registar saldo positivo, com o melhor desempenho dos últimos 24 meses".