Suspensão da vacinação antirrábica afeta a RMC
Falta do imunizante deixa cães e gatos sem proteção contra a raiva
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, por meio da Vigilância em Zoonoses, informou que a vacinação antirrábica para cães e gatos prevista para março está suspensa temporariamente. A medida ocorre devido à falta do imunizante no estado, situação que afeta diretamente as cidades da região.
Atraso
De acordo com o Instituto Pasteur, responsável pela coordenação das ações de vigilância e controle da raiva no estado, a escassez é consequência do atraso no processo licitatório do Ministério da Saúde para a compra da vacina antirrábica.
As 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas foram afetadas. De acordo com a médica veterinária e coordenadora da Vigilância em Zoonoses de Sumaré, Josiane Sauniti, o município recebeu ofício do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, que comunicou a escassez da vacina antirrábica animal (VARC) destinada a cães e gatos.
Segundo a profissional, "a orientação do Estado é suspender temporariamente a vacinação antirrábica de rotina e os novos agendamentos até o recebimento de um novo lote do imunizante. Assim que o abastecimento for regularizado, o município retomará a vacinação", explicou Josiane.
Outra recomendação é que os estoques ainda disponíveis sejam reservados para ações estratégicas, como a vacinação de cães e gatos que tiveram contato com animais silvestres ou situações de bloqueio de foco, quando há confirmação laboratorial de casos de raiva.
Em Sumaré, a vacinação antirrábica de cães e gatos ocorre regularmente na última quinta-feira de cada mês, mediante agendamento prévio junto à Zoonoses. Com a normalização do envio de doses pelo Estado, o município retomará o cronograma de atendimento. A previsão é que a distribuição de novos lotes aos estados seja retomada a partir de abril de 2026.
Ações de prevenção
Apesar da suspensão temporária da vacinação de rotina, a Vigilância mantém as demais ações do Programa de Vigilância e Controle da Raiva, entre elas o envio de amostras de animais suspeitos para diagnóstico laboratorial, o monitoramento de morcegos e outros mamíferos silvestres e as orientações à população.
"É importante que os tutores mantenham atenção ao comportamento dos animais e procurem a Zoonoses em caso de suspeita da doença ou contato com animais silvestres, especialmente morcegos", orientou Josiane.