Escola tem carteiras entregues após denúncias
Estado entregou as carteiras após denúncias dos pais dos alunos
O mobiliário que estava em falta na Escola Estadual Pastor Roberto Rodrigues de Azevedo, em Hortolândia, foi entregue ontem (11), de acordo com o anúncio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, na terça-feira (10). A medida tem como objetivo normalizar a rotina escolar após denúncias feitas por pais de que estudantes estavam assistindo às aulas sentados no chão por falta de cadeiras e carteiras.
A unidade está localizada no bairro Chácaras Coelho, na região do Jardim Rosolem. De acordo com relatos de familiares, o problema ocorre desde o início do ano letivo, retomado em 2 de fevereiro. Segundo as famílias, os alunos permanecem na escola das 7h às 14h, mesmo sem estrutura suficiente para acomodar todos nas salas de aula.
Infraestrutura precária
Diante da ausência de mobiliário adequado, a escola organizou os estudantes em grupos, com revezamento nas atividades. Enquanto parte da turma participa de aulas teóricas, outros alunos realizam atividades lúdicas, projetos, práticas esportivas e disciplinas eletivas. A alternativa foi adotada para minimizar prejuízos pedagógicos até a regularização da situação.
A expectativa é que, com a chegada das cadeiras e carteiras, as aulas retornem ao formato tradicional ainda nesta semana, garantindo melhores condições de aprendizagem e mais dignidade aos estudantes.
Cobrança política
Após a repercussão do caso, a deputada estadual Ana Perugini (PT) protocolou requerimento na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), solicitando esclarecimentos à Secretaria da Educação (Seduc-SP). O documento foi encaminhado ao secretário Renato Feder.
No requerimento, a parlamentar questiona quantos alunos foram impactados, quais providências foram adotadas pela direção da escola, se houve comunicação prévia à Diretoria de Ensino e à Seduc-SP, qual o prazo para solução definitiva do problema e se existe procedimento administrativo para apurar eventuais responsabilidades.
"A situação relatada afronta diretamente o direito à educação digna, o princípio da dignidade da pessoa humana e as condições mínimas de permanência do aluno no ambiente escolar, sendo dever do poder público garantir infraestrutura adequada às unidades de ensino", afirmou Ana Perugini.
O pedido foi publicado no Diário Oficial da Alesp na última segunda-feira. A partir da data de publicação, a Seduc-SP teve prazo de até 30 dias para encaminhar resposta oficial aos questionamentos apresentados.
Resposta oficial
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que o envio das cadeiras e carteiras está programado para esta quarta-feira. Até que o mobiliário seja entregue, a direção mantém o sistema de organização por grupos, com alternância entre conteúdos pedagógicos e atividades complementares, buscando assegurar a continuidade do calendário escolar sem suspensão das aulas.
