Investimento de R$ 450 mi viabiliza planta de biometano
Estrutura receberá todo o biogás gerado de resíduos sólidos de aterros
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento estimado em R$ 450 milhões para viabilizar a implantação de uma nova planta de purificação de biogás em biometano no município de Paulínia (SP). A unidade será construída no Ecoparque Orizon VR e representa um avanço estratégico para a transição energética no país.
Baixo carbono
A planta receberá todo o biogás gerado a partir dos resíduos sólidos urbanos do aterro sanitário de Paulínia. Com isso, a estrutura consolida-se como a maior planta de biometano do Brasil, com capacidade de produção de até 225 mil metros cúbicos por dia de gás renovável. Durante a fase de implantação, o empreendimento foi responsável pela geração estimada de 3 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando o desenvolvimento regional e contribuindo para a consolidação de uma matriz energética mais sustentável.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento está alinhado às diretrizes do governo federal voltadas à mitigação das mudanças climáticas. "O financiamento aprovado pelo BNDES está alinhado com a determinação do governo do presidente Lula de investir na transição energética para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Esse projeto vai produzir biometano a partir do biogás gerado pelos resíduos depositados no aterro, evitando a emissão de 100,7 mil toneladas de CO2 equivalentes por ano", afirmou.
Alternativa
Na avaliação do CEO da Edge, empresa do sócia da obra responsável pelo desenvolvimento de soluções energéticas sustentáveis, Demetrio Magalhães, o financiamento é decisivo para ampliar a competitividade do biometano no Brasil. Segundo ele, o combustível é 100% renovável, transforma resíduos em energia e reduz em quase 90% as emissões de CO2 em comparação ao diesel, além de utilizar a infraestrutura já existente do gás natural.
Para o CEO da Orizon VR, empresa sócia do projeto, Milton Pilão, o empreendimento em Paulínia representa um avanço importante para o setor. " A planta de Paulínia, é mais um exemplo de geração de biometano e servirá de modelo para a expansão futura em outros aterros sanitários da empresa", afirmou. Segundo ele, o financiamento reforça o valor ambiental da iniciativa ao transformar resíduos em energia limpa e reduzir os combustíveis fósseis.
Fundo CLima
O Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, é um dos principais instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e tem como foco apoiar projetos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa.
O biometano é um gás renovável gerado pela decomposição de resíduos urbanos e do agronegócio. Estudos de Avaliação do Ciclo de Vida indicam que o combustível pode reduzir em até 87% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel, consolidando-se como alternativa para a economia brasileira.
