RMC concentra seis das maiores economias do Brasil
De acordo com dados do IBGE, Paulínia lidera no PIB per capita
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) mantém ritmo acelerado de geração de riqueza e consolida sua relevância no cenário econômico nacional. De acordo com a Pesquisa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios 2023, divulgada na sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seis cidades da região figuram entre as 100 maiores economias do Brasil. Campinas aparece como líder regional e ocupa a 11ª colocação no ranking nacional, seguida por Paulínia (19ª), Indaiatuba (50ª), Hortolândia (72ª), Sumaré (90ª) e Americana (97ª).
Com economia diversificada, Campinas subiu duas posições em relação a 2022, quando ocupava o 13º lugar. O desempenho reforça o papel da cidade como principal polo econômico da RMC, sustentado pelos setores de serviços, tecnologia, indústria e ensino superior, além de forte capacidade de atração de investimentos.
PIB per capita
Além do volume total de riqueza, o levantamento do IBGE também analisa o PIB per capita, indicador que divide o valor produzido pelo número de habitantes. Nesse quesito, Paulínia se destaca como líder absoluta na RMC. Sede da maior refinaria do país e de diversas multinacionais, o município registrou PIB de R$ 67,06 bilhões em 2023. Dividido pelos 110.537 habitantes, o valor resulta em uma média de R$ 606.740,73 por pessoa, o quarto maior resultado do Brasil.
Contraste regional
Campinas também apresentou avanço significativo no indicador, passando de R$ 70.847 em 2022 para R$ 80.741 em 2023, o que demonstra crescimento real da riqueza média gerada na cidade. Em Indaiatuba, a evolução foi igualmente expressiva: o PIB per capita saltou de R$ 105.343 para R$ 110.518, reflexo da expansão industrial, da logística e do setor de serviços.
Hortolândia manteve trajetória de crescimento, elevando sua média de R$ 90.520 para R$ 93.660. O município tem se consolidado como importante polo tecnológico e industrial, com forte presença de empresas de inovação e centros de distribuição.
Sumaré registrou aumento de R$ 63.507 para R$ 68.060 no PIB per capita. A prefeitura destacou que os dados refletem o período de 2022 a 2023 e afirmou que, a partir de 2025, a cidade vive uma nova realidade econômica. Segundo a administração municipal, em setembro deste ano, Sumaré foi a terceira cidade que mais gerou empregos no estado de São Paulo, movimento que deve aparecer nos próximos levantamentos do PIB.
Americana também apresentou crescimento na riqueza média, com o PIB per capita passando de R$ 70.296 para R$ 74.188. Tradicional polo industrial, especialmente no setor têxtil, o município vem diversificando sua economia e fortalecendo áreas como comércio, serviços e inovação.
Os números reforçam o peso econômico da RMC no contexto nacional e evidenciam tanto a força dos grandes polos industriais quanto a diversidade de perfis produtivos entre as cidades da região.
