Polícia investiga desvio de carne da merenda em Votorantim
Denúncia cita funcionárias; órgão estadual apura o caso na unidade.
Uma denúncia de possível desvio de carne destinada à merenda de uma escola estadual de Votorantim (SP) é investigada pela Polícia Civil. O caso foi registrado após uma denúncia anônima apontar que funcionárias estariam retirando alimentos da unidade para levá-los em veículos particulares.
Segundo o boletim de ocorrência, duas funcionárias são suspeitas de colocar a carne em sacos de lixo e transportá-la para veículos. A denúncia também apontava que o alimento não aparecia no cardápio dos estudantes havia alguns dias.
A Polícia Militar foi acionada para averiguar a situação. Um dos veículos mencionados estava estacionado nas proximidades da escola. Após a verificação, porém, os policiais não constataram irregularidade criminal. A vice-diretora informou que desconhecia os fatos e que não era responsável pelo recebimento e controle dos alimentos.
Em nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Votorantim informou que iniciou uma averiguação preliminar assim que recebeu a denúncia. Segundo o órgão, até o momento, não foram identificados indícios de irregularidade.
A URE explicou que os alimentos destinados à merenda são recebidos mediante guias de remessa, que permitem rastrear as entregas. Os registros são inseridos na plataforma Secretaria Escolar Digital, que também reúne informações diárias sobre a utilização dos produtos.
A denúncia também envolveu a possível presença de larvas em uma refeição servida aos estudantes. De acordo com a URE, a empresa responsável pela preparação das refeições foi acionada para inspecionar os alimentos e reforçar os procedimentos de higiene, manipulação e preparo.
O órgão afirmou que a "gestão escolar permanece à disposição da comunidade para prestar esclarecimentos e reiterou o compromisso com a qualidade e a segurança alimentar".
Procurado para informar se havia procedimento instaurado sobre o caso, o Ministério Público informou, por meio da Promotoria de Justiça de Votorantim (SP), que não havia recebido denúncia sobre o episódio até a publicação da reportagem.