Relatório aponta falhas no Conjunto Hospitalar de Sorocaba

Ministério Público cobra providências e vai discutir irregularidades com o Estado

Por Redação

Documento reúne denúncias sobre atendimento e estrutura no hospital

O relatório final da Comissão Especial de Monitoramento da Rede Estadual de Saúde da Câmara de Sorocaba aponta um de falhas estruturais, assistenciais e financeiras no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), principal unidade de referência para atendimentos de média e alta complexidade na região. O documento reúne depoimentos de pacientes, familiares e trabalhadores e será encaminhado a órgãos de controle para apuração.

A comissão analisou casos de atendimento na unidade e identificou padrões de problemas, como falta de leitos, déficit de profissionais, escassez de insumos e dificuldades no acesso a prontuários. Também foram relatadas situações de instabilidade na internação, com transferências frequentes entre setores e alta precoce de pacientes.

Entre os registros, há relatos de agravamento de quadros clínicos em meio à demora por atendimento adequado. O documento também aponta que a falta de vagas no hospital impacta diretamente a rede municipal, com pacientes aguardando por dias transferência em unidades de urgência.

O relatório destaca ainda a sobrecarga das equipes de saúde, com profissionais atendendo um número elevado de pacientes por plantão. Depoimentos indicam dificuldades operacionais, incluindo falta de materiais básicos e limitações estruturais em setores do hospital.

No campo financeiro, a comissão identificou divergências que, segundo o documento, exigem auditoria, além de apontar a necessidade de maior transparência na execução do contrato de gestão, que ultrapassa R$ 1 bilhão.

Paralelamente, o Ministério Público do Estado de São Paulo acompanha o caso e anunciou que vai se reunir com representantes do governo estadual e da entidade gestora para discutir medidas de melhoria no CHS. O órgão aponta problemas estruturais e operacionais, incluindo sobrecarga de equipes, falhas em equipamentos e condições inadequadas de funcionamento, que podem comprometer o atendimento à população.

O relatório da Câmara agora segue para análise dos órgãos competentes, que poderão adotar medidas administrativas, civis e criminais a partir das conclusões apresentadas.