Polícia busca câmera usada por vítima de rope jump
Foram identificados indícios de exclusão de conteúdos digitais
O desaparecimento da câmera utilizada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira passou a ocupar papel central nas investigações sobre a morte da jovem. O equipamento, que registraria os momentos que antecederam o acidente ocorrido no último dia 13 de junho, ainda não foi localizado pela Polícia Civil e é considerado uma das principais peças para a reconstrução dos fatos.
Segundo a delegada Andréa Levy, responsável pelo inquérito, há indícios de que provas relevantes para a investigação possam ter sido suprimidas após o acidente. Entre elas está justamente o equipamento de captação de imagens utilizado pela vítima durante o salto realizado na chamada Ponte do Esqueleto.
As suspeitas levaram a Polícia Civil a solicitar medidas cautelares que resultaram no cumprimento de três mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Durante a operação, foram recolhidos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que poderão auxiliar no esclarecimento do caso.
De acordo com a investigação, também foram identificados indícios de exclusão de conteúdos digitais potencialmente relevantes para a apuração. As circunstâncias levantadas pelos investigadores fundamentaram os pedidos apresentados à Justiça e posteriormente autorizados pela 2ª Vara Criminal de Limeira.
A polícia busca agora recuperar informações que possam esclarecer a dinâmica do acidente e apontar eventuais responsabilidades. A principal expectativa é localizar a câmera utilizada por Maria Eduarda, considerada fundamental para confirmar o que ocorreu nos instantes que antecederam a queda.
O caso ocorreu durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto. As primeiras investigações indicam que a jovem foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada ao sistema de segurança. A hipótese é de que tenha ocorrido uma falha operacional durante a preparação do salto.
Além da possível fraude processual relacionada ao desaparecimento de provas, o inquérito também apura, em tese, a prática de crimes dolosos contra a vida na modalidade de dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado.
Os três instrutores presos em flagrante no dia do acidente permanecem detidos. A Civil informou que as diligências continuam para esclarecer o caso, identificar todos os responsáveis e localizar a câmera desaparecida, apontada pelos investigadores como uma peça essencial para a elucidação do caso.