PF nega oitiva de Daniel Vorcaro à CPI de São Roque

Informação foi divulgada durante a reunião da comissão na terça (9)

Por Por Redação

Segundo os integrantes da CPI, a resposta da PF foi encaminhada por e-mail ao Legislativo

A Polícia Federal negou o pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de São Roque para ouvir o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito das investigações sobre os investimentos realizados pelo São Roque Prev na instituição financeira. A informação foi divulgada pelos vereadores durante a reunião da comissão realizada na terça-feira (9).

Segundo os integrantes da CPI, a resposta da PF foi encaminhada por e-mail ao Legislativo. Diante da negativa, os parlamentares afirmaram que vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar obter autorização para que o banqueiro preste depoimento por videoconferência.

Vorcaro é considerado uma das principais figuras para o esclarecimento do caso, que apura a aplicação de cerca de R$ 93 milhões do instituto de previdência dos servidores municipais de São Roque em títulos do Banco Master antes da liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.

Além da tentativa de ouvir o empresário, a CPI segue com a coleta de depoimentos de pessoas envolvidas no processo de decisão dos investimentos. Na sessão desta terça-feira, foi ouvida Lizete de Fátima, integrante do Conselho Deliberativo do São Roque Prev à época das aplicações.

Durante o depoimento, Lizete afirmou não se lembrar de ter assinado duas atas apresentadas pelos vereadores. Um dos documentos autorizava os investimentos no Banco Master, enquanto o outro tratava da análise dos riscos da operação. Ao ser questionada, ela disse reconhecer apenas a ata que aprovava as aplicações e que apontava não haver riscos para o patrimônio do instituto.

Na reunião anterior, outra ex-conselheira do São Roque Prev, Solange Siqueira Duarte Silva, afirmou que a decisão de investir no Banco Master foi baseada na recomendação de uma empresa de consultoria especializada, que teria indicado maior rentabilidade em comparação com outras instituições financeiras.

Instalada para investigar possíveis irregularidades na gestão dos recursos previdenciários, a CPI também analisa a atuação da consultoria responsável pelas recomendações, divergências em documentos relacionados à avaliação de risco e movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo aplicações do instituto. Os trabalhos devem continuar nas próximas semanas, com novos depoimentos e análise de documentos. Os vereadores buscam esclarecer como foram tomadas as decisões que resultaram nos investimentos e se houve falhas nos procedimentos adotados.