Vale do Paraíba terá R$ 3 bilhões para universalizar o saneamento

Investimentos beneficiarão 24 cidades da região com novas redes até 2029

Por

As 24 cidades que compõem a região do Vale do Paraíba devem receber um investimento de cerca de R$ 3 bilhões em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgoto até 2029, com vistas a alcançar a universalização do saneamento básico.

De acordo com as informações do Governo de SP, no conjunto da região, mais de R$ 2,33 bilhões serão investidos entre 2026 e 2029, valor que se soma aos cerca de R$ 649,7 milhões já aplicados entre o segundo semestre de 2024 e 2025, após a desestatização da Sabesp. O investimento médio por habitante também avançou significativamente, passando de R$ 109 para R$ 815 por habitante/ano com o novo contrato firmado por SP.

Desde 2024, foram incorporadas mais de 105 mil novas economias urbanas de água e cerca de 9,3 mil em áreas informais e rurais. Na coleta de esgoto, o crescimento foi de mais de 107 mil ligações e 7,7 mil em áreas informais e rurais, além de 110 mil novas economias atendidas com tratamento realizado.

Ampliação do acesso

O número de famílias beneficiadas pela tarifa social também apresentou expansão, passando de 30,1 mil em junho de 2024 para 97,7 mil em fevereiro de 2026, um crescimento superior a 220%, ampliando o acesso ao saneamento para a população mais vulnerável.

A desestatização, que ampliou a capacidade de investimento e acelerou a expansão dos serviços, já se traduz na ampliação do atendimento, com mais de 110 mil pessoas beneficiadas, conforme afirma Samanta Souza, diretora-executiva de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp.

Entre os municípios contemplados, São José dos Campos e Taubaté concentram os maiores aportes. Juntas, as duas cidades somam mais de R$ 1,43 bilhão em investimentos até 2029. São José dos Campos lidera, com R$ 947,4 milhões previstos no período, sendo R$ 391,8 milhões já executados pela companhia.

Distribuição

Já Taubaté deve receber R$ 486,2 milhões, dos quais R$ 58,3 milhões já foram realizados. Pindamonhangaba contará com R$ 143 milhões, enquanto Campos do Jordão terá R$ 241,6 milhões em obras e melhorias.

Ao todo, estão previstos mais de 590 quilômetros de redes de água e cerca de 1.160 quilômetros de redes de esgoto, além da construção de estações de tratamento e elevatórias, ampliando a capacidade dos sistemas e contribuindo para a universalização dos serviços em toda a região.

Serão construídos 590,7 quilômetros de redes de água e 1.162,6 quilômetros de redes de esgoto, além de 325 estações elevatórias de esgoto e 19 estações de tratamento de esgoto.

O plano inclui ainda 9 estações de tratamento de água e 5 estações elevatórias de água tratada. As intervenções fazem parte do plano de expansão da infraestrutura de saneamento e devem ampliar a segurança hídrica na localidade.

Metas

As ações visam elevar os índices de coleta e tratamento de esgoto e contribuir para a melhoria das condições ambientais e de saúde pública na região. Também, o investimento maciço busca garantir que as metas de universalização sejam atingidas dentro do cronograma estabelecido até o ano de 2029.

Segundo as informações, a nova configuração administrativa após a desestatização permitiu que o montante aplicado por cada cidadão anualmente saltasse de forma expressiva, garantindo que as áreas rurais e informais, antes desassistidas, passassem a figurar no mapa de atendimento da companhia.

O acréscimo de mais de 9,3 mil economias de água em áreas não urbanas e o crescimento de 7,7 mil ligações de esgoto nessas mesmas zonas demonstram o compromisso com a inclusão geográfica e social.

O projeto estruturante também foca na modernização das unidades existentes para suportar a demanda crescente das cidades do Vale do Paraíba.