Pedágio em São Roque: nada de mudanças

População pede o retorno da cobrança antiga prometida

Por Por Maria Fernanda Esmeriz

Após 1 mês do anuncio do prefeito, nenhuma mudança foi feita

No dia 4 de fevereiro deste ano, o prefeito da cidade de São Roque, Guto Issa, publicou em suas redes sociais um vídeo trazendo a novidade: a volta do pedágio da rodovia Raposo Tavares do quilômetro 49 ao quilômetro 46, seu local de origem antes da implementação do sistema free flow.

"No dia 21 de janeiro, decidimos — o município, a Artesp e SPI — o retorno do pedágio ao km 46, beneficiando todos os moradores da região e os trabalhadores da escola do (bairro) Juca Rocha. Problema resolvido, uma conquista para São Roque", afirmou.

Ainda em suas redes, em fevereiro, o prefeito garantiu que "em poucas semanas, a obra seria iniciada". No entanto, de acordo com as informações dos moradores da região, não houve qualquer mudança até o momento.

Silêncio

Após questionamento sobre o atraso, a prefeitura enviou a seguinte nota ao Correio da Manhã: "Solicitamos que questionamentos sobre os pedágios da Rodovia Raposo Tavares sejam encaminhados diretamente à Artesp, CCR e Governo do Estado, órgãos responsáveis pela rodovia, bem como pelos dispositivos instalados ao longo da mesma".

A resposta contrasta com a postura adotada em fevereiro, quando a prefeitura se colocou como mediadora do impasse, chegando a criar um cadastro de isenção em seu portal para mapear os cidadãos afetados.

Frustração

Enquanto a prefeitura transfere a responsabilidade, a população de bairros como Alto da Serra, Mailasqui e Juca Rocha permanece sem respostas concretas. Relatos indicam que as tentativas de diálogo com o Executivo, vereadores e a concessionária não resultaram em soluções.

Além da volta do pedágio ao quilômetro original, os residentes reivindicam a retomada de um possível retorno de mão dupla para facilitar o deslocamento interno, demanda que segue ignorada.

Moradores afirmaram que buscaram diálogo com a prefeitura, vereadores e concessionária, mas que não obtiveram resoluções ou respostas concretas.

O Correio da Manhã entrou em contato com o Grupo Motiva Sorocabana (antiga CCR) e a Artesp mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno.