Rodoviária de Sorocaba tem obras adiadas mais uma vez

Prefeitura usa fatores climáticos como justificativa de atraso

Por Por Maria Fernanda Esmeriz

Administração alegou que a instabilidade do solo é um risco

A construção do novo terminal rodoviário de Sorocaba foi novamente adiada. O retardamento das obras foi confirmado pela Secrataria de Parcerias, a Separ, de Sorocaba, na terça-feira, dia 3 de março. A gestão municipal reconhece a situação, mas um cronograma oficial definitivo ainda não foi publicado.

Novo adiamento

Não é a primeira vez que isso acontece. Anteriormente, as previsões de conclusão apontavam para dezembro de 2025 e, depois, fevereiro de 2026. Agora, a Prefeitura afirma que "as obras devem ser concluídas no segundo semestre de 2026, caso não aconteçam imprevistos".

Até o momento, a Administração não detalhou se essa extensão de prazo resultará em acréscimo nos custos totais da construção, informação que depende da publicação de um novo termo aditivo contratual. A justificativa central para a mudança de planos reside nas condições climáticas.

Em nota ao Correio da Manhã, a administração municipal explicou que o volume intenso de chuvas na cidade prejudicou etapas fundamentais de infraestrutura, "o que impactou na execução dos serviços de demanda de movimentação de terra, como terraplenagem, drenagem e fundações, atrasando o cronograma inicial".

A pasta responsável argumenta que esses serviços dependem diretamente da estabilidade do solo, e o excesso de umidade comprometeu o ritmo das frentes de trabalho.

Estrutura

O empreendimento, localizado na Avenida Doutor José Bella Netto, ocupa uma área superior a 38 mil m² e contempla uma edificação de cinco pavimentos. O financiamento da estrutura é proveniente do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Paralelamente ao avanço físico da obra, o governo local avalia a possibilidade de transferir a operação do terminal para a iniciativa privada por meio de concessão.

Providências legais

Diante do cenário de atraso, a Secretaria de Parcerias informou que está tomando as medidas administrativas necessárias para regularizar o fluxo dos trabalhos. A formalização de um termo aditivo prevê a prorrogação do contrato por cinco meses, visando garantir que as atividades não sejam interrompidas.

A prefeitura ressaltou que o foco atual é o ajuste do cronograma físico-financeiro. No entanto, o órgão destacou que, se forem identificadas irregularidades ou descumprimentos por parte da executora, serão aplicadas as sanções legais e contratuais cabíveis. A continuidade dos serviços segue sob monitoramento para assegurar o cumprimento das normas vigentes e a entrega da infraestrutura.