Colisão de lancha no Rio Grande deixa seis mortos
Informações da PM apontam que condutor não tinha habilitação
O que deveria ser um fim de semana de lazer em Rifaina, destino turístico no interior paulista, transformou-se em tragédia na noite do último sábado (21). Um grupo de 15 pessoas, que após saírem de um bar flutuante na cidade, sofreu um grave acidente náutico após deixar o estabelecimento. A colisão de uma lancha contra um píer no Rio Grande resultou na morte de seis ocupantes, cujos corpos serão sepultados nesta segunda-feira (23) em Franca.
O percurso começou em um evento de pagode em Rifaina. Por volta das 22h, o grupo iniciou a travessia em direção a um condomínio em Sacramento (MG), na divisa entre os estados. De acordo com relatos de testemunhas e sobreviventes, o condutor teria se equivocado no trajeto e, ao tentar realizar uma manobra de retorno, atingiu a estrutura de um píer. Com o impacto, a embarcação virou, prendendo parte dos passageiros sob a estrutura submersa.
Vítimas fatais
Entre os mortos estão quatro mulheres, um homem e uma criança de quatro anos. Uma das vítimas, Viviane Aredes, de 35 anos, era irmã da primeira-dama do município de Patrocínio Paulista e faleceu ao lado do filho. O acidente ocorreu na véspera do aniversário de Viviane, que, de acordo com as informações divulgadas, pretendia celebrar a data com amigos e familiares na região. As outras vítimas foram identificadas como Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, Wesley Carlos da Silva, Erica Fernanda Lima e Marina Matias Rodrigues.
O socorro contou com o apoio imediato de voluntários e da Guarda Civil Municipal de Rifaina, além de equipes do Corpo de Bombeiros das cidades mineiras Sacramento, Uberaba e Araxá. Dos nove sobreviventes, três receberam atendimento médico em Rifaina com ferimentos leves e já receberam alta.
Investigação
A Polícia Civil de Minas Gerais e a Marinha do Brasil apuram as causas da colisão. Informações preliminares da Polícia Militar indicam que o condutor da lancha, Wesley Carlos da Silva, não possuía arrais (habilitação náutica) e teria consumido bebidas alcoólicas antes do acidente. Além disso, a perícia avalia o descumprimento das normas de navegação noturna, uma vez que a embarcação não teria autorização para circular após o pôr do sol. Outro ponto de divergência nas investigações diz respeito à sinalização do píer atingido.
Todos os falecidos residiam em Franca. Após passarem por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Araxá, os corpos foram liberados para as famílias. O sepultamento coletivo foi marcado para segunda-feira, dia 23, no município francano.
