Mau cheiro perturbou os foliões em Rib. Preto
No último domingo (15), foliões que curtiam a programação de carnaval no entorno do Clube de Regatas, em Ribeirão Preto, relataram um forte odor de produto químico vindo do Rio Pardo. Frequentadores do evento relataram na internet que o desconforto no recinto os forçou a abandonar a festa mais cedo. A administração do Clube acionou as autoridades no mesmo dia.
No dia seguinte, na segunda-feira (16), a polícia e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) deram início a um inquérito para investigar o suposto despejo ilegal de amônia no rio.
"As nossas equipes se deslocaram até o local e fizemos a constatação, inclusive na presença de equipes do Corpo de Bombeiros, e de fato o ambiente estava bastante saturado com gás, produto químico semelhante a amônia", diz Otávio Augusto de Lima Seminate, coordenador da Defesa Civil de Ribeirão Preto.
Uma varredura aérea e fluvial, com drones e equipes em embarcações, identificou um possível foco de poluição química próximo ao leito do rio. O proprietário, presente na ação, negou irregularidades, afirmando que a área recebe somente resíduos de podas vegetais.
O Clube de Regatas, por meio de nota em rede social, explicou que a "origem do odor não partiu de nenhuma operação, atividade ou dependência interna do clube, mas sim de um ponto localizado na margem oposta do rio". Além disso, constatou que foi registrado um Boletim de Ocorrência para formalizar os fatos e garantir o acompanhamento pelas autoridades.
