Funcionários denunciam más condições de trabalho

Parque é acusado de negligenciar equipamentos de segurança

Por Da Redação

Reclamações surgiram após a morte recente de salva-vidas

O parque aquático Wet'n Wild, localizado no município do interior paulista Itupeva, é alvo de denúncias de más condições de trabalho. Funcionários também relataram a falta de equipamento de proteção Individual (EPIs). As reclamações surgiram após a morte de Guilherme da Guerra Domingos, um salva-vidas de 24 anos que foi sugado por um ralo, na tarde da última terça-feira, dia 13 de janeiro.

Condições inseguras

"A gente não têm aquele momento de lazer, não têm respeito, dignidade, não é tratado como um funcionário que faz seu papel e é reconhecido. Não interessa se você está bem, se está menstruada, com dor de cabeça, febre ou com gripe. A gente trabalha lá sem a menor noção se vai voltar vivo", contou uma funcionária, que preferiu não se identificar, ao jornal local. Ela disse, ainda, que os trabalhadores atuam em condições precárias de trabalho e segurança, com estruturas de madeira apodrecida e equipamentos enferrujados.

A funcionária afirmou que o brinquedo Water Bomb, onde aconteceu o caso de afogamento, apresentava condições inseguras e não contava com a grade de proteção. De acordo com as informações dela, a situação estaria em desacordo com o checklist adotado pelos funcionários.

O parque aquático, por sua vez, nega a ausência do equipamento de segurança.

"Foi pura negligência. Não foi falta de aviso. A situação que aconteceu com ele [Guilherme], poderia ter acontecido com qualquer pessoa. O mínimo que ele merece é justiça e o parque tem a responsabilidade de ser transparente e colaborar com a investigação", afirmou.

Segundo as informações divulgadas, outros trabalhadores já se acidentaram e precisaram ser afastados.

Despreparo

Outra funcionária, que também pediu anonimato, afirmou que um médico e uma enfermeira que estavam no parque como visitantes tiveram de auxiliar no atendimento a Guilherme, já que a equipe de plantão do Wet'n Wild não teria preparo adequado para a situação.

"O salva-vidas age até um momento. Quando é uma ocorrência muito grave, a gente tem que chamar médicos e lá sempre tem um médico e um enfermeiro de plantão [...] Fiquei sabendo que tinham dois cilindros [de oxigênio] pela metade, e são três no parque, usaram os três", contou.

Segundo as informações, a Polícia Civil intimou um representante do parque para prestar depoimento na próxima segunda-feira (19). O local ficou fechado na quarta (14) e quinta-feira (15).