Interdição do Complexo Aquático de Piracicaba completa um ano

Entre 2010 e 2020, foram realizados sete processos licitatórios para intervenções

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O local está oficialmente em processo de reforma, mas as obras permanecem paralisadas

Neste mês de janeiro faz exatamente um ano que o Complexo Aquático Dr. Samuel de Castro Neves, no município de Piracicaba, está interditado por seus problemas estruturais.

Segundo as informações, o local está oficialmente em processo de reforma, mas as obras permanecem paralisadas, enquanto a Prefeitura aguarda a conclusão de laudos técnicos e realiza um processo administrativo contra a empresa responsável pela última intervenção no espaço.

Motivo

A paralisação, de acordo com a prefeitura, ocorre em razão da necessidade de análises técnicas que identifiquem a origem das falhas estruturais verificadas após a retomada parcial do complexo. Ao mesmo tempo, o município investiga possíveis responsabilidades contratuais da empresa responsável pelas intervenções anteriores.

Previamente

Antes de ser interditado, o Complexo Aquático de Piracicaba recebia entre 600 e mil usuários, com a oferta de aulas de natação, hidroginástica e outras práticas aquáticas.

A suspensão das atividades, de acordo com as informações divulgadas, afetou diretamente pessoas de várias idades, além de atletas e projetos esportivos vinculados ao município.

Interdição e
paralisação

A interdição mais recente aconteceu no início de janeiro de 2025, após a Prefeitura de Piracicaba constatar problemas estruturais que, de acordo com a Administração, representavam risco à integridade dos usuários.

"O local, que passou por reformas em administrações anteriores e foi reaberto em 2022, apresenta problemas graves em sua estrutura e oferece riscos à segurança dos frequentadores, por isso a decisão pelo seu fechamento", escreveu o órgão municipal no período mencionado.

Já em julho de 2025, o município informou que aguardava a conclusão de um laudo técnico para definir quais intervenções seriam necessárias, documento que segue sendo determinante para o início das obras. Até agora, nenhum trabalho de recuperação estrutural foi executado.

Os problemas estruturais mais recentes identificados no complexo incluem piscinas fora de operação, com trechos danificados e acúmulo de água e sujeira, além de rachaduras e desníveis nas bordas, sobretudo na área dos trampolins. Também foram constatados vazamentos no telhado, que provocam infiltrações sob as arquibancadas, paredes com manchas de umidade e bolor, portas de madeira deterioradas pela exposição constante à água e a casa de máquinas com água acumulada no piso e equipamentos inativos. De acordo com a prefeitura, intervenções realizadas anteriormente apenas mascararam as falhas estruturais existentes.

Gastos

Ainda segundo a prefeitura, entre 2010 e 2020, o município realizou sete processos licitatórios para intervenções no complexo, com investimento estimado em R$ 2,25 milhões, sem que os problemas fossem solucionados de forma definitiva.

As informações mostram que reforma mais recente e de maior porte começou em 2020, com valor licitado de R$ 1,29 milhão, sendo finalizada em 2021, porém entregue com irregularidades.

A empresa executora foi acionada diversas vezes para realizar os ajustes necessários. Apesar das falhas, o espaço voltou a funcionar em 2022, mas os problemas estruturais continuaram e resultaram em uma nova interdição em 2025.

História

Inaugurado em 1976, o Complexo Aquático de Piracicaba começou a apresentar falhas estruturais significativas a partir de 2018, quando um vazamento resultou na interdição da piscina principal. Desde então, o espaço enfrentou sucessivos atrasos, obras não concluídas e diversas notificações à empresa responsável pelas intervenções. Após permanecer fechado por mais de quatro anos, o complexo foi reaberto no segundo semestre de 2022, porém voltou a ser interditado em janeiro de 2025. Em janeiro de 2026, o local completa um ano fechado novamente, ainda sem uma data oficial para reabertura.