A jornalista e ativista Gloria Steinem, uma das figuras mais influentes do movimento feminista do século 20, morreu na última quarta-feira (2) aos 92 anos, em Nova York, gerando uma onda imediata de homenagens de líderes globais, além de reacender debates sobre direitos das mulheres no cenário político norte-americano.
Ao integrar a chamada segunda onda do feminismo, a americana usou o jornalismo para debater temas considerados tabus à época, como direitos reprodutivos e igualdade entre homens e mulheres.
Steinem iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960, quando muitas mulheres ainda precisavam da permissão de seus maridos para abrir uma conta bancária.
Ficou famosa em 1963 após se infiltrar como coelhinha no Playboy Club. Naquela época, ela escreveu uma reportagem investigativa sobre o machismo generalizado enfrentado pelas garçonetes que trabalhavam como coelhinhas no clube Playboy, em Nova York.
O despertar feminista de Steinem ocorreu durante uma reunião em 1969, na qual mulheres falaram abertamente sobre suas experiências com o aborto.
Na década de 1970, Steinem fundou a revista Ms. e o National Women's Political Caucus, e organizou a primeira Conferência Nacional de Mulheres em Houston.
Defendeu um feminismo que abrigasse mulheres negras, indígenas e lésbicas, expandindo o debate além das pautas de mulheres brancas de classe média.
"Os quase 100 anos de Gloria foram bem vividos e ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim", declarou sua fundação.
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