'Ópera do Malandro', clássico dos musicais brasileiros, volta a Campinas

A Cia. Bravo apresenta o musical nos dias 15 e 16 de agosto no Centro de Convivência Cultural, às 19h

Por Redação

A Cia. Bravo reestreia Ópera do Malandro no Centro de Convivência, dias 15 e 16 de agosto, às 19h

E após acumular sessões lotadas e aplausos entusiasmados por onde passa, a Cia. Bravo de Teatro Musical retorna ao Centro de Convivência Cultural de Campinas para duas apresentações especiais de "Ópera do Malandro", nos dias 15 e 16 de agosto de 2026, às 19h. A montagem reafirma a efervescência e a maturidade do teatro musical produzido no interior paulista, reunindo no palco uma equipe grandiosa composta por mais de 60 profissionais da região, entre atores, cantores, bailarinos e orquestra ao vivo. A montagem é uma produção da Paiol Produções Artísticas.

A trajetória vitoriosa da produção começou em outubro de 2025, com uma concorrida estreia no Teatro Oficina do Estudante - Iguatemi. Em 2026, o espetáculo consolidou seu sucesso ao lotar as plateias do Teatro Polytheama, em Jundiaí, e do próprio Centro de Convivência. Viabilizado pela Paiol Produções Artísticas, o projeto reforça o potencial criativo e a força da cena cultural fora da capital.

Escrita por Chico Buarque e inspirada em clássicos como A Ópera dos Mendigos, de John Gay, e A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a peça retrata um Brasil permeado por corrupção, interesses econômicos e relações de poder. Mesmo ambientada na década de 1940, a narrativa permanece atual.

A diretora da montagem e da Cia. Bravo, Juliana Hilal, destaca que o retorno a Campinas é resultado da recepção calorosa do público durante a primeira temporada. "Voltar ao palco em Campinas é motivo de muita alegria. A resposta do público confirmou que a montagem encontrou seu espaço e estamos felizes em proporcionar uma nova oportunidade para quem não conseguiu assistir ou deseja rever esse trabalho. É um espetáculo construído por artistas da nossa região, com muito cuidado, pesquisa e paixão pelo teatro musical brasileiro", afirma.

Escrita por Chico Buarque e inspirada em dois marcos da dramaturgia mundial — "A Ópera dos Mendigos" (John Gay) e "A Ópera dos Três Vinténs" (Bertolt Brecht e Kurt Weill) —, a peça transporta o público para o Brasil da década de 1940. Sob a fachada da boemia, da malandragem e do samba, a narrativa desvela uma teia de relações de poder, corrupção, hipocrisia e interesses econômicos que permanecem incrivelmente atuais.

A encenação combina humor afiado, crítica social, figurinos marcantes e coreografias vibrantes. O ponto alto fica por conta da trilha sonora imortal executada integralmente ao vivo, resgatando canções que atravessaram gerações, como "Folhetim", "Teresinha", "Geni e o Zepelim" e "Homenagem ao Malandro".

Ópera do Malandro

A trama acompanha Duran, um cafetão que se apresenta como um respeitável comerciante, e sua esposa Vitória. A filha do casal, Teresinha, apaixona-se por Max Overseas, um contrabandista envolvido em negócios escusos com o inspetor Chaves. Entre prostitutas disfarçadas de vendedoras de boutique, malandros e figuras do submundo carioca, surge Geni, personagem central de um dos momentos mais marcantes da obra. Com ironia, música e humor, o espetáculo revela as contradições de um país onde corrupção, interesses e moralidade caminham lado a lado.

Ingressos: https://astroingressos.com.br