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Calor de 35,1°C aciona alerta às instituições que acolhem pessoas idosas

Aviso foi disparado nesta terça-feira (3), com orientações de hidratação, ventilação e proteção ao sol

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Estação meteorológica instalada em unidade pública: a cidade tem 35 delas, duas ou três por região

As instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) acompanhadas pela Prefeitura de Campinas receberam nesta terça-feira, 3 de novembro, o alerta de calor da Defesa Civil. A estação meteorológica da região Norte registrou 35,1°C às 15h, temperatura que coloca a área no nível de alerta da escala municipal. As outras quatro regiões com instituições na rede ficaram no nível de atenção.

Ao todo, sete instituições foram avisadas: uma na região Norte, três na região Sul, uma na Leste, uma na Noroeste e uma na Sudoeste. Além dos 35,1°C da região Norte, o boletim do dia registrou 32,8°C na Noroeste, 32,7°C na Sudoeste, 32,3°C na Sul e 32,1°C na Leste.

A Defesa Civil emite boletins de alta temperatura em quatro níveis: observação, a partir de 30°C; atenção, a partir de 32°C; alerta, a partir de 35°C; e alerta máximo, acima de 37°C. A cidade tem 35 estações meteorológicas, duas ou três em cada região, que medem temperatura e umidade do ar em tempo real. O aviso segue a estação mais próxima de cada instituição, num raio de cerca de dois quilômetros, por isso nem todas recebem o mesmo alerta ao mesmo tempo.

O fluxo foi apresentado no fim de outubro, em reunião da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social com a Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Saúde e representantes das instituições. O aviso chega pela assistente social Edna de Carvalho de Lara, técnica de referência do Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e de Emergências, que representa a secretaria no comitê da operação de verão. A partir dela, a área de Proteção Social Especial, responsável pelo acolhimento de pessoas idosas, comunica as instituições por WhatsApp, com registro por e-mail.

"As condições climáticas atingem a cidade inteira, mas nós temos a responsabilidade de cuidar daqueles que estão em situação de vulnerabilidade", disse a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro, quando o fluxo foi apresentado. O modelo começa pelas instituições que acolhem pessoas idosas e será estendido aos abrigos de crianças e adolescentes, às residências para pessoas com deficiência e ao serviço de atendimento em domicílio.

O que as equipes devem fazer

Junto com o alerta, as instituições recebem cinco orientações. A primeira é oferecer água e outros líquidos várias vezes ao dia, sem esperar o pedido, com ajuda a quem tem dificuldade para engolir. Em pessoas com restrição de líquidos, sobretudo as que têm doenças do coração ou dos rins, o aumento da hidratação deve ser avaliado caso a caso.

A segunda é manter os ambientes ventilados e proteger do sol direto os dormitórios e as salas de convivência. A terceira é evitar a exposição ao sol das 10h às 16h, deixando o banho de sol para o começo da manhã ou o fim da tarde. A quarta é acompanhar mais de perto quem é frágil, está acamado, tem mobilidade reduzida ou condição crônica, mantendo os remédios como prescritos.

A quinta é observar os sinais de alerta: fraqueza, tontura, dor de cabeça, cãibras, sonolência, confusão e desmaio. Nesses casos, a orientação é refrescar o ambiente, hidratar e procurar atendimento se os sinais continuarem. Cada instituição tem um centro de saúde de referência para tirar dúvidas, e em emergência o telefone é o 192, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

O cuidado redobrado tem razão clínica. O organismo da pessoa idosa regula pior a própria temperatura e sente menos sede, o que acelera a desidratação. Doenças crônicas e o uso de vários medicamentos ao mesmo tempo aumentam o risco.