Nós estamos mudando o Brasil. Quer mudar para pior? Voltar para trás? Adotar o retrocesso?, alerta Haddad sobre os riscos à democracia
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quarta-feira (21), durante entrevista coletiva concedida pela manhã no Comitê do Partido dos Trabalhadores (PT) em Campinas (SP), ao lado do vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), que a reta final da campanha é o momento de intensificar a conscientização da população sobre o que está em jogo no País.
Avaliando o cenário eleitoral como extremamente apertado, tecnicamente empatado e decidido dentro da margem de erro segundo as últimas pesquisas, Haddad destacou que os próximos dias exigem diálogo direto com os eleitores para alertar sobre retrocessos institucionais e econômicos.
"Nós estamos fazendo uma última semana de conscientização do que está em risco no Brasil. Está em risco a soberania nacional, com a entrega das nossas riquezas para um presidente [Trump] que eles homenageiam, não se sabe nem por quê. O presidente [Trump] quer tomar a América Latina como quintal do seu próprio país”, disse o ministro.
“Está em risco a democracia, ele [Flávio] já falou que vai ‘redemocratizar’ o País. E o que isso significa que o grupo a que ele pertence foi derrotado precisamente com a redemocratização do país?? Estão em risco os programas sociais que eles desmontaram durante o governo do pai dele, um por um, todos perderam desempenho”, declarou Haddad.
"Retrocesso"
Durante a coletiva, o ex-ministro também chamou a atenção para as ameaças aos direitos trabalhistas. “Estão em risco os direitos trabalhistas que ele quer implementar é a negociação do patrão com o empregado. A gente sabe no que é que vai dar. Se você não tiver uma legislação protetiva, o empregado não tem condição de negociar isoladamente, até porque no governo anterior eles trataram de liquidar e enfraquecer os sindicatos", pontuou.
“Tem muita coisa em jogo no Brasil. Tem muita coisa em risco. E nós temos que usar esses três, quatro dias para conversar com as pessoas, porque nós estamos, é como o presidente falou, o vice-presidente Alckmin falou, todo mundo quer mudar”, disse Haddad.
“Nós estamos mudando o Brasil. O que talvez as pessoas possam querer é intensificar o ritmo da mudança para melhor. Agora, mudar para pior? Voltar para trás? Adotar o retrocesso do ponto de vista civilizatório, do ponto de vista das liberdades, direitos, do ponto de vista da busca da igualdade? O Brasil passou a ser um país de alto desenvolvimento humano, segundo as Nações Unidas, agora no governo do presidente Lula”, esclareceu.
“Nós voltamos a recuperar as nossas reservas cambiais, também agora. Nós fizemos a exploração da margem equatorial - para substituir o pré-sal quando ele perder a eficiência -, também agora. Isto é não uma coincidência. Nós temos duas pessoas na Presidência da República, presidente e vice, que têm uma visão de país, uma visão estratégica para o Brasil. E é isso que está em risco”, afirmou.
“Eu não diria que nem está em risco, é certo que nós vamos ter um retrocesso no Brasil [com Flávio]. Por isso que cada cidadão que tem consciência do futuro do Brasil tem que lutar para que no dia 25 nós tenhamos um bom resultado e continuemos a ver o Brasil com grande esperança de o país continuar a melhorar a cada dia”, afirmou.