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Cesta básica sobe 2,87% em agosto e atinge R$ 832,99 em Campinas

Por Da Redação

No acumulado do ano, preço leite subiu 40,23%, segundo Observatório

O valor da cesta básica de Campinas registrou alta de 2,87% no mês de agosto de 2026, atingindo o patamar de R$ 832,99. O indicador contrasta com a tendência observada nas capitais da Região Sudeste, que apresentaram recuo no custo médio dos alimentos no mesmo período. Os dados integram o levantamento promovido pelo Observatório PUC-Campinas, sob coordenação do professor Pedro de Miranda Costa.

Com o reajuste verificado em agosto, o custo total passou a comprometer 51,39% do valor do salário-mínimo vigente. O estudo aponta ainda que o salário-mínimo necessário, calculado como o montante suficiente para a aquisição de três cestas básicas, alcançou R$ 2.498,99.

Ainda de acordo com o Observatório, o avanço dos preços no município foi impulsionado principalmente pelo tomate, que teve elevação de 10,19%, e pela banana, com alta de 9,19%.

O leite registrou avanço de 8,65%, enquanto a farinha de trigo apresentou acréscimo de 6,55%. Por outro lado, a batata anotou redução de 9,06%, figurando pelo segundo mês consecutivo em queda. O feijão teve recuo de 2,01% e o preço do arroz diminuiu 0,54%.

2026

No indicador acumulado ao longo do ano, o leite e o feijão lideram as altas da cesta básica em Campinas, com variações positivas de 40,23% e 37,03%, respectivamente.

A batata, item que encabeçou os aumentos no primeiro semestre, acumulou alta de 18,57% até agosto, desacelerando após os sucessivos recuos mensais.

Entre janeiro e agosto, Campinas acumulou variação positiva de 6,41% no custo da cesta básica. O percentual situa o município abaixo dos índices registrados em Vitória (8,63%), Rio de Janeiro (7,47%) e São Paulo (6,46%), ficando acima do valor verificado em Belo Horizonte (5,02%). No indicador acumulado nos últimos 12 meses, a variação da cesta básica campineira atingiu 5,42%.

A oscilação regional evidencia o impacto direto dos itens hortifrúti e laticínios no orçamento das famílias campineiras, pressionando o poder de compra local de forma distinta em comparação com as metrópoles vizinhas do Sudeste.