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Mariana Conti é eleita deputada estadual; Jonas Donizette e Carlos Sampaio são eleitos federais

Por Moara Semeghini e Raquel Valli

Mariana Conti foi eleita deputada estadual, Jonas Donizette e Carlos Sampaio, elegeram-se deputados federais

A vereadora Mariana Conti (PSOL) foi eleita neste domingo deputada estadual com 126.338 votos, marca alcançada com 99,98% das urnas paulistas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TSE), assumindo sua cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo a partir de 1º de fevereiro de 2027, com a posse do primeiro suplente Paulo Bufalo na Câmara Municipal de Campinas. O pleito de 4 de outubro de 2026 também garantiu representação para Campinas e sua Região Metropolitana (RMC) em Brasília e na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), embora tenha registrado revezes para figuras tradicionais e vereadores locais. 

Mariana Conti: Discurso, trajetória e impacto em Campinas

Em entrevista concedida ao vivo pela TV Câmara Campinas após a confirmação da vitória, a parlamentar celebrou o resultado: “Foi uma vitória dos movimentos sociais, dos movimentos de luta, do feminismo, do apoio ao serviço público e contra o colonialismo. Estive nesses últimos anos no combate as injustiças, estive na flotilha de apoio aos refugiados da Faixa de Gaza entre outros movimentos contra a destruição da natureza e o processo de expansão das privatizações. O resultado é fruto do trabalho e do coletivo que esteve ao nosso lado durante esses períodos difíceis que estamos vivendo.”

Com a expressiva votação deste domingo, Mariana mais que dobrou os votos obtidos em 2022, quando atingiu 43.988 votos. A parlamentar repete sua força eleitoral após ter sido a vereadora mais bem votada entre os 33 parlamentares eleitos na cidade em 2024 (14.356 votos) e em 2020 (10.886 votos), além de ostentar o recorde de ser a mulher com maior número de mandatos consecutivos na história da Câmara Municipal desde a sua fundação em 1797.

Campineira, socióloga e mestre pela Unicamp, iniciou na militância estudantil aos 17 anos e construiu uma sólida trajetória feminista, de defesa dos direitos humanos e da diversidade. Filiada ao PSOL, integra o Diretório Nacional da legenda.

Eduarda Campopiano: A campineira com a maior votação em São Paulo

A campineira Eduarda Campopiano (PL) foi eleita deputada estadual mais votada em São Paulo neste domingo (4). Aos 23 anos, ela conquista uma cadeira na Alesp apenas dois anos depois de vencer sua primeira eleição. Com 96,9% das urnas apuradas, Eduarda Campopiano já somava quase 1,9 milhão de votos. O resultado representa a segunda maior votação já registrada por um candidato a deputado estadual em São Paulo, atrás apenas dos cerca de 2 milhões de votos obtidos por Janaína Paschoal em 2018.

A bancada campineira em Brasília e na Alesp: Quem foram os eleitos

Além de Mariana Conti e Eduarda Campopiano, o pleito de 2026 consolidou outros nomes da região nos parlamentos federal e estadual. Para a Alesp, a região também elegeu Paulo Mansur (PL). Já para a Câmara dos Deputados, em Brasília, a bancada federal conta com Sargento Nantes (PP), que obteve votação expressiva; Jonas Donizette (PSB), ex-prefeito de Campinas; e Carlos Sampaio (PSD), tradicional liderança política na cidade.

Desempenho dos vereadores e lideranças locais que ficaram de fora

Apesar do êxito de alguns parlamentares, a eleição de 4 de outubro de 2026 também escancarou as dificuldades enfrentadas por diversas figuras locais. Onze vereadores de Campinas disputaram as eleições estaduais e federais, mas acabaram não obtendo votação suficiente diante do rigoroso quociente eleitoral.

Entre os vereadores e lideranças campineiras que concorreram e ficaram de fora da lista de eleitos, destacam-se: Fernanda Souto (PSOL), Ailton da Farmácia (PSB), Vini Oliveira (Cidadania) - concorreu ao pleito estadual mesmo após ter enfrentado processo de cassação em seu mandato; Gustavo Petta (PCdoB); Debora Palermo (PL); Higor Diego (Republicanos); Luiz Cirilo (Podemos); Nelson Hossri (PSD).

Além dessa parcela de vereadores campineiros que não logrou êxito, outros nomes tradicionais e lideranças de peso da região também ficaram pelo caminho na corrida eleitoral, como foram os casos de Pedro Tourinho (PT) e Rafa Zimbaldi (UNIÃO), que obteve votação expressiva, mas acabou de fora da lista final de eleitos para a Assembleia Legislativa.

O resultado das urnas em Campinas desenha um novo mapa político, marcado pela presença de forças tradicionais, surpresas expressivas e a renovação de mandatos que moldarão o cenário legislativo nos próximos anos.