Campinas lança Setembro Verde 2026 com programação sobre inclusão

Campanha reúne sete atividades e reforça a importância de derrubar barreiras no dia a dia

Por Redação

A campanha é coordenada pelo Departamento de Políticas, Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social

A Prefeitura de Campinas iniciou nesta terça-feira, 1º de setembro, a campanha Setembro Verde 2026, dedicada aos direitos e à inclusão das pessoas com deficiência. Ao longo do mês, a mobilização reúne sete atividades, entre palestras, oficina de bairro e encontros de convivência, com foco em ampliar o debate público sobre acessibilidade e participação social.

A mensagem central da campanha propõe uma mudança de olhar: antes de qualquer característica física, sensorial, intelectual ou psicossocial, existe uma pessoa com história, talentos, escolhas e capacidades. A coordenação é do Departamento de Políticas, Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social.

Conectar, comunicar e pertencer

O mote da campanha é resumido em três verbos que valem para toda a sociedade. Conectar significa construir relações baseadas no respeito, na empatia e na convivência. Comunicar envolve diferentes formas de expressão, como voz, Libras, escrita, Braille, gestos e tecnologias assistivas.

Pertencer, por sua vez, representa a permanência da pessoa com deficiência em todos os espaços da vida comunitária, como a escola, o trabalho e o lazer. A campanha reforça que inclusão não é apenas presença física, mas participação real e contínua em diferentes ambientes.

As barreiras que ainda limitam a vida cotidiana

Setembro Verde organiza o debate em quatro tipos de barreira. As atitudinais envolvem preconceito, estereótipo e condescendência. As físicas aparecem na infraestrutura urbana, no comércio e nos locais de trabalho, afetando o direito de ir e vir.

Já as barreiras comunicacionais surgem quando a informação não chega de forma acessível, sem recursos como Libras, audiodescrição, textos alternativos e linguagem simples. As tecnológicas aparecem quando sites e aplicativos são criados sem acessibilidade desde o início, o que restringe o uso por muitas pessoas.

O peso dessas dificuldades aparece nos números do Censo 2022 do IBGE, que registrou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no país. Entre elas, a desigualdade educacional também é maior, com índice muito superior de pessoas sem instrução ou sem conclusão do ensino fundamental.

Programação em Campinas

A agenda da campanha começou com a Estação de Vivência de Acessibilidade, no Distrito de Assistência Social Sudoeste, em atividade fechada para servidores, organizações da sociedade civil e conselhos. No dia 7 de setembro, entidades participam do desfile cívico na Avenida Francisco Glicério, com tenda de melhor visibilidade e intérpretes de Libras.

No dia 12, moradores do Jardim Bassoli participam de uma oficina sobre o parquinho inclusivo e intergeracional, em área próxima ao Centro de Saúde do bairro. O espaço foi pensado para crianças com e sem deficiência e vem sendo construído com a participação das famílias desde agosto. No dia 15, o Salão Vermelho recebe palestra do advogado e doutor em Direito Jelres Rodrigues de Freitas.

O encerramento será em 29 de setembro, com o 1º Encontro Campineiro da Comunidade Surda, um piquenique de famílias de crianças com TEA no Parque das Águas e a 2ª Feijuca Inclusiva do Grupo T21. A campanha também conta com um filme de 30 segundos e com a divulgação da programação completa e da rede de apoio no site campinas.sp.gov.br/sites/setembroverde.