Azul bate recorde com receita de R$ 5 bi e reduz dívida no trimestre

Por Por Raquel Valli

De acordo com a empresa, estratégia utilizada foi a de reduzir a oferta de voos, concentrando-se nos mais rentáveis

A Azul Linhas Aéreas, cujo hub fica no Aeroporto Internacional de  Viracopos, em Campinas (SP), registrou receita recorde de R$ 5 bilhões no segundo trimestre de 2026, segundo balanço divulgado pela companhia. O resultado ocorreu em um período de aumento dos custos, principalmente do combustível, cujo preço subiu 61,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. De acordo com a empresa, a estratégia utilizada foi a de reduzir a oferta de voos, concentrando-se nos mais rentáveis. 

A capacidade total da companhia, que representa o volume de voos e assentos oferecidos, caiu 10,6% no período. Segundo a Azul, a redução foi mais concentrada nas operações internacionais e teve como objetivo direcionar a oferta para mercados com maior retorno financeiro. Mesmo com menos capacidade, a receita de produtos e serviços destinados ao público premium cresceu 12,4%.

A companhia informou que obteve R$ 510,1 milhões de resultado operacional antes de despesas financeiras, impostos e outros custos que não estão diretamente ligados à operação. 

Os custos, no entanto, permaneceram sob pressão. Segundo a Azul, o aumento do combustível fez com que esse item passasse a representar cerca de 38% das despesas operacionais, contra aproximadamente 30% no segundo trimestre de 2025. O custo total para manter a operação também aumentou 26%.

A companhia informou também que conseguiu melhorar a situação financeira após concluir uma reestruturação das dívidas, encerrando o trimestre com R$ 3,7 bilhões em caixa e valores a receber 11,2% acima do registrado um ano antes. A dívida total caiu R$ 13 bilhões na comparação com o segundo trimestre de 2025.

Informa que também levantou R$ 330 milhões por meio de um programa de crédito para o setor aéreo. 

“O segundo trimestre mostra a capacidade da Azul de executar seu plano de negócio
com disciplina, mesmo em um ambiente desafiador. Seguimos priorizando a
rentabilidade, ajustando a capacidade à demanda e fortalecendo nossa estrutura de
capital, ao mesmo tempo em que avançamos na renovação da frota, na eficiência
operacional e na experiência dos nossos clientes", afirma o CEO John Rodgerson. 

Satisfação e pontualidade

O índice de satisfação dos clientes, conhecido como NPS, aumentou 26 pontos no segundo trimestre. Segundo a companhia, o resultado foi acompanhado por avanços no desempenho operacional e pelo recebimento de novas aeronaves.

Após o encerramento do trimestre, a empresa voltou a liderar o ranking de pontualidade entre as companhias aéreas da América Latina. De acordo com a Cirium, empresa especializada em dados da aviação, a Azul foi a mais pontual em julho. No Brasil, liderou o indicador em abril e junho.

Para o segundo semestre, informa que pretende manter a estratégia de concentrar voos nos mercados mais rentáveis, controlar custos, ampliar a geração de caixa e continuar a renovação da frota.