Barão Vermelho celebra turnê com formação original com show nesta sexta em Campinas
Referência absoluta do rock brasileiro desde o início dos anos 1980, o Barão Vermelho volta a Campinas nesta sexta-feira (14), às 22h, para um show que reúne a formação original da banda desde os tempos de Cazuza. Roberto Frejat (guitarra e voz), Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclados) e Dé Palmeira (baixo) estarão juntos no Royal Palm Hall, com a turnê “Encontro – Pro Mundo Inteiro Acordar”, para reviver clássicos que marcaram gerações em uma celebração histórica ao rock nacional. A banda conversou com o Correio da Manhã sobre a expectativa para o show, a força do seu legado e a energia desse reencontro nos palcos.
Correio da Manhã - Como é o reencontro no palco e o que a maturidade mudou na interpretação das músicas?
Roberto Frejat (guitarra e voz) - Olha, esse momento de reencontro tem sido maravilhoso. Acho que a gente tem hoje uma maturidade para fazer esse convívio, tanto artístico quanto o de convívio pessoal, uma coisa muito mais agradável e positiva, e a gente tem muita história junto, então tem sido muito legal os momentos onde a gente está tocando juntos, momentos onde a gente está simplesmente em algum lugar esperando alguma coisa acontecer, trocando ideias, lembrando alguma coisa, tem sido realmente muito, muito gostoso isso.
Guto Goffi (bateria) - Está sendo incrível revisitar a formação original nesta turnê Encontro 2026. O Barão Vermelho sempre foi regido pelo amor, verdades e dedicação infinita, pelos músicos que vestiram essa camisa. Esse sentimento vive até os dias, mas foi semeado pela formação original. Demos sorte com esse time de garotos originais, que tornaram-se grandes músicos e homens.
CM - Como foi o processo de equilibrar a fidelidade aos arranjos originais com a intenção de entregar um show com a energia do presente?
Frejat - A gente buscou um equilíbrio entre o que a gente achava o melhor arranjo que a gente já tinha feito para tocar lá ao vivo e, ao mesmo tempo, o arranjo que as pessoas conheciam mais. Eu acho que, e na maioria das vezes, eles coincidiam, porque o Barão foi uma banda que ficou muito tempo na estrada, então o público de shows conhecia provavelmente uma versão mais conhecida do que muitas vezes a própria gravação original. Para algumas a gente realmente foi bem em cima da original, talvez por um solo ou para algum detalhe de introdução, alguns timbres de introdução e coisas assim, a gente talvez tenha sido um pouco mais fiel nesse sentido, mas nos arranjos eu acho que a gente foi muito em cima das versões ao vivo que a gente achava bem sucedidas, que já eram bons resultados e bons momentos que a gente tinha chegado e a gente manteve isso como um padrão de referência.
Goffi - Estamos sendo bastante fiéis a algumas músicas, porém Tido amor que houver nessa comparece com um arranjo inédito. O astral está lá em cima e a confraternização positiva, invade a plateia que descobre nesse show e performance, que ama demais o Barão Vermelho.
CM - Como veem a renovação do público com o encontro de gerações?
Maurício Barros (teclados) - É uma coisa interessante que está ocorrendo nos shows da turnê Encontro, com a formação original, porque realmente existe uma renovação de público no sentido de que os fãs que curtem a gente desde os anos 80, anos 90, que acompanham o Barão ao longo dessas quatro décadas, vão aos shows e levam seus parentes, seus filhos, vão com os sobrinhos, além de eles mesmos, as pessoas que viram o Barão começar e acompanharam a carreira inteira, e estão tendo mais uma oportunidade de ver a formação original pois são apresentações únicas. E também o público novo, interessado em ver o Barão, né? Tem muitos sucessos, muitas músicas, que esse público mais novo se surpreende quando ouve porque já conhecem.
É realmente uma experiência bacana e diferenciada porque é uma oportunidade para ver o show, para quem sempre ouviu falar no Barão com o Frejat, com a formação original, o Maurício, o Guto... tem o Fernando Magalhães também, que já toca com a gente, logo desde a saída do Cazuza, lá em 1985. Além de toda a estrutura toda, de som e luz, cenário, telão e os outros músicos que nos acompanham.
Goffi - O que acontece com o Barão Vermelho após 45 anos de estrada é recompensador. Pra mim, que nunca saí da banda ou desistiu dela, me emociona demais e reafirma que eu estava apostando certo. Sempre enxerguei o tamanho dessa força, desse orixá da música, dessa banda de rock que atravessou quatro décadas de cabeça erguida e hoje está colhendo e gozando nos shows, com nossas plateias de diversas idades curtindo, aplaudindo e chorando juntos nos concertos.
CM - Como pensaram a estrutura cênica e sonora do show e o que o público de Campinas pode esperar?
Goffi - Esse show é uma viagem através do tempo. Preparem-se para voar alto e o show vai falar direto ao coração. As letras e mensagens do rock do Barão são muito poderosas. É música para o mundo de verdade.
CM - Qual mensagem fica sobre a trajetória da banda e a força do rock nacional no cenário atual?
Goffi - Cara, esse show e momento que estamos vivendo é muito especial, mas é apenas mais um capítulo memorável da história de 45 anos da banda. Estava com saudades de tocar com o Dé e com o Frejat. Mauricio e Fernando estão mais comigo, tocando e compondo. Essa turnê ENCONTRO vai deixar uma lembrança muito positiva em nossos corações. Podem apostar, é o rock que vai nos aplaudir de pé.