Saúde vacina 92 cães e gatos no entorno do Cemitério da Saudade, após caso de raiva
Animais que vivem dentro do cemitério também estão sendo imunizados. O bloqueio vacinal terá continuidade nesta quarta-feira, dia 5 de agosto
Equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) e da Vigilância em Saúde Regional Suleste vacinaram 92 cães e gatos de moradores do entorno do Cemitério da Saudade, em Campinas, após a confirmação de um caso de raiva na região. A ação começou depois que uma gata localizada no cemitério foi diagnosticada com a doença, no primeiro registro em felino desde 2016.
O animal havia sido abandonado no local, resgatado por protetores e levado a uma clínica veterinária, onde morreu. O diagnóstico foi confirmado pelo Instituto Pasteur. A raiva é transmitida pela mordida de animais infectados, por arranhões ou pelo contato da saliva com mucosas e feridas abertas, sendo uma doença grave que pode levar à morte.
Busca ativa e orientação aos moradores
Após o caso positivo, a Secretaria de Saúde iniciou um protocolo de prevenção com visitas a imóveis em um raio de 300 metros do cemitério. Durante a ação, as equipes orientaram moradores e tentaram identificar pessoas que pudessem ter tido contato com a gata doente. Segundo a prefeitura, não foram encontradas pessoas expostas.
O Departamento de Vigilância em Saúde informa que o risco está restrito a quem teve contato direto com o animal. Moradores que suspeitarem de exposição devem entrar em contato com a UVZ pelo telefone (19) 2515-7044 para avaliação do caso. Um funcionário da clínica que cuidou da gata foi arranhado, mas já estava imunizado e recebeu atendimento antirrábico humano em uma unidade de saúde.
Animais mapeados e vacinação anual
Durante as visitas, foram mapeados 180 cães e gatos vivendo nos imóveis da região, entre vacinados e não vacinados contra a raiva. O bloqueio vacinal desta terça-feira foi destinado aos animais com pendências, e a imunização também incluiu os gatos que vivem no Cemitério da Saudade.
O médico veterinário Bruno Emerson Bernardes da Silva, da UVZ, reforça que o protocolo segue as orientações do Ministério da Saúde. Ele destaca que mesmo animais que não saem de casa podem estar expostos, já que outros bichos, como gatos de rua ou morcegos, podem entrar no imóvel. Por isso, a recomendação é manter a vacina em dia.
Variante do morcego e próximas etapas
A UVZ esclarece que o caso registrado no cemitério é da variante do morcego, responsável pela chamada raiva paralítica. Diferentemente da forma furiosa, o animal infectado tende a ficar prostrado, quieto e com sintomas neurológicos, o que reduz a chance de agressões. O monitoramento de morcegos é contínuo ao longo do ano, e neste ano já foram identificados quatro exemplares positivos.
Depois da conclusão do bloqueio vacinal, a prefeitura prevê novas ações educativas para frequentadores do cemitério e uma palestra para funcionários da Setec. A orientação geral é não tocar animais de rua, não mexer em morcegos, não deixar pets soltos e procurar um centro de saúde e a UVZ em caso de mordida, arranhão ou outra agressão animal.
A vacinação antirrábica gratuita para o público em geral segue disponível durante todo o ano na UVZ, mediante agendamento, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone (19) 2515-7044.