Vereador aponta sobrecarga e falta de médicos no CS Carvalho de Moura
Wagner Romão (PT) aponta sobrecarga e dificuldades de acesso na região Sul de Campinas; Prefeitura detalha quadro de profissionais e projeta construção de novo prédio
A situação do Centro de Saúde (CS) Carvalho de Moura gerou cobranças e esclarecimentos sobre a atenção primária à saúde na região Sul de Campinas. Após visitar a unidade, o vereador Wagner Romão (PT) publicou uma denúncia apontando sobrecarga na estrutura física, falta de equipes do Saúde da Família, ausência de pediatras e escassez de médicos psiquiatras. Em resposta, a Prefeitura de Campinas negou o déficit de profissionais e revelou que busca um terreno para construir uma nova sede para o posto.
Críticas à estrutura e ao alcance territorial
Segundo a denúncia do parlamentar, o CS Carvalho de Moura atende uma área geográfica bastante extensa, que abrange desde a região do Royal até o bairro São Domingos, incluindo zonas rurais e o limite com o município de Valinhos. Na avaliação do vereador, essa amplitude faz com que muitos moradores enfrentem longas distâncias e dificuldades de transporte público para conseguir atendimento.
Romão afirmou ainda que o prédio atual não suporta o crescimento da demanda e não possui espaço físico para expansão. Entre os gargalos citados pelo parlamentar está a presença de apenas um psiquiatra para todo o distrito Sul, além de deficiências nas equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e na área de pediatria, cobrando respostas diretas do Executivo municipal.
Prefeitura detalha quadro de funcionários e projeta novo prédio
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas contestou as alegações de falta de pessoal e informou que a unidade atende atualmente com três equipes completas da Estratégia Saúde da Família, com o reforço de um médico residente e dois enfermeiros residentes.
A pasta destacou que o atendimento na unidade conta com o suporte de uma Equipe Multidisciplinar (eMulti), composta por quatro médicos, terapeuta ocupacional, farmacêutica, psicóloga, fisioterapeuta e dois residentes (das áreas de nutrição e fisioterapia).
Quanto ao atendimento em Saúde Mental, a Secretaria informou que o cuidado é realizado pela equipe multidisciplinar com apoio de dois psiquiatras, e não apenas um, além de contar com o suporte de toda a rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município.
Sobre as limitações do espaço físico apontadas na denúncia, a Secretaria de Saúde reconheceu a necessidade de adequação e informou que já está na fase de prospecção e busca de um terreno para a construção de um novo Centro de Saúde para a comunidade.