Campinas reforça atualização da vacinação nas escolas municipais
Secretaria orienta famílias a manter a caderneta em dia e chama atenção para o sarampo e outras doenças preveníveis
A Secretaria de Educação de Campinas enviou um comunicado às escolas municipais de educação infantil e do ensino fundamental para orientar famílias sobre a importância de manter atualizada a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 14 anos. A ação ocorre após o retorno integral das atividades da rede, na semana passada, e busca ampliar a proteção dos estudantes contra doenças que podem ser evitadas com imunização.
Segundo a pasta, cada unidade pode escolher a melhor forma de repassar o recado aos pais ou responsáveis, como conversas na entrada e na saída dos alunos, envio de mensagens por WhatsApp ou distribuição de cartas e bilhetes. A secretária de Educação, Patrícia Adolf Lutz, afirmou que a vacinação em dia ajuda a manter os alunos saudáveis, protege contra sintomas graves e contribui para que aproveitem as aulas da melhor maneira.
Quais vacinas podem ser atualizadas
Entre os imunizantes lembrados no comunicado estão os que protegem contra gripe, sarampo, caxumba, rubéola, catapora, difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningites C e ACWY, pneumocócica, poliomielite, rotavírus, hepatite A e febre amarela. As doses estão disponíveis nos centros de saúde (CSs) de Campinas, enquanto as vacinas contra dengue e tuberculose (BCG) são aplicadas apenas em unidades básicas.
Para receber qualquer imunizante, a criança ou adolescente precisa estar acompanhada dos pais ou responsáveis, ou apresentar autorização. Também é necessário levar documento com foto e, se houver, a caderneta de vacinação. Informações sobre horários e salas de vacina estão no site da prefeitura.
Sarampo acende alerta na região
A coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli, destacou que o sarampo é uma das doenças que mais preocupam neste momento, por causa dos casos confirmados em São Paulo no início de julho. Ela lembrou que a proximidade entre os municípios e o fluxo de pessoas aumentam o risco de importação da doença.
Campinas não registra casos de sarampo desde 2021 e, no ano passado, alcançou cobertura vacinal de 98,91% para a primeira dose da tríplice viral e de 92,16% para a segunda. Ainda assim, a orientação é que crianças e adolescentes revisem a situação vacinal para garantir proteção adequada contra o sarampo e outras doenças.
Quem deve tomar a tríplice viral
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível para pessoas que não têm o esquema completo, independentemente da idade. Pelo calendário vacinal, a aplicação deve ocorrer aos 12 meses e aos 15 meses na infância, mas também há orientação específica para quem perdeu doses ao longo da vida.
De 5 a 29 anos, o esquema é de duas doses com intervalo mínimo de 30 dias. De 30 a 59 anos, é indicada uma dose. Trabalhadores da saúde devem receber duas doses em qualquer idade.