Campinas celebra 94 anos da Revolução Constitucionalista
Solenidade cívico-militar será na quinta-feira, 9 de julho, às 9h
Campinas realiza na quinta-feira, 9 de julho, a Solenidade Cívico-Militar em comemoração aos 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. A cerimônia será realizada às 9h, no Mausoléu do Soldado Constitucionalista, na Praça Voluntários de 32, no Cemitério da Saudade, e integra as comemorações do feriado estadual.
O evento é gratuito, e aberto ao público, e presta homenagem aos soldados que participaram da Revolução Constitucionalista de 1932, reconhecendo a atuação dos ex-combatentes e preservando a memória de um dos movimentos da história de São Paulo.
Também relembra os princípios relacionados à defesa da Constituição: democracia, liberdade, legalidade e cidadania, presentes nas reivindicações do movimento.
A cerimônia reúne representantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo, da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC (sigla dos mártires Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), da Guarda Municipal, do Exército Brasileiro, do Grupo Escoteiro do Brasil e da Prefeitura, além de autoridades civis, militares e convidados.
O Movimento
A Revolução Constitucionalista teve início em 9 de julho de 1932, mobilizando forças paulistas em defesa da convocação de uma Assembleia Constituinte e da promulgação de uma nova Constituição para o Brasil.
O movimento faz parte da história do Estado de São Paulo e permanece presente na memória por meio de homenagens, cerimônias e ações de preservação histórica.
Entre os combatentes, encontra-se o soldado Nabor de Moraes, que nasceu na Vila Jaguari, em Jaguariúna, e que aos 18 anos integrou o 5º Regimento de Infantaria do Exército, formado por reservistas do Tiro de Guerra 176 de Campinas, além de voluntários da região.
Durante a campanha, Moraes foi designado para o setor do Túnel da Mantiqueira, mas, em 16 de julho de 1932, foi ferido em combate e morreu em 31 de agosto daquele mesmo ano.
Após quase quatro meses de combate (até de 9 de julho a 2 de outubro), a revolução terminou com a rendição das tropas paulistas. Apesar da derrota militar, o movimento pressionou o governo de Getúlio Vargas a convocar a Assembleia Constituinte de 1933, que elaborou a Constituição de 1934.