Abaixo-assinado pede Atividade Delegada para reforçar a segurança em Campinas

Por Por Raquel Valli

Atividade permite que PMs trabalhem em dia de folga

Um abaixo-assinado que está circulando nas redes sociais pede a implementação da Atividade Delegada em Campinas. Solicita à prefeitura providências para a implantação, possibilitando um incremento e reforço de policiais militares nas ruas, que podem atuar conforme as necessidades do município, em pontos e ações estratégicas, auxiliando os efetivos da tropa.

A atividade é um convênio entre o Estado e os municípios, permitindo aos policiais militares trabalharem nos dias de folga, de forma voluntária, inscrevendo-se para a atividade e sendo remunerados pela prefeitura conforme a escala e o valor definido no termo firmado.

A iniciativa já é realidade em mais de 200 municípios paulistas, tendo como exemplos a aplicação do efetivo no controle da cracolândia e no reforço na área comercial da região da 25 de março, na capital. 

A atividade permite que o agente escolha o dia e horário de trabalho, respeitando um limite de horas específico, a fim de não trabalhar diretamente sem o descanso adequado.

Atualmente, policiais de Campinas se deslocam até a capital para atuar no projeto, reforçando o orçamento doméstico, mas poderiam ser mais bem aproveitados no próprio município, uma vez que conhecem a cidade, segundo a solicitação coletiva. 

Câmara Municipal de Campinas - Major Jaime, na tribuna do Legislativo campineiro, quando era vereador

O especialista em segurança pública Major Jaime, policial militar da reserva e ex-vereador de Campinas, defende a medida. "O que a gente vê na rua é policial fardado, armado, equipado, na viatura ou no policiamento a pé. E isso também pode ser feito com os bombeiros, para atividades de resgate, e no apoio à fiscalização em situações ambientais do município", afirma, evocando o profissionalismo oferecido pela Atividade Delegada.

"Quando estive na Câmara Municipal, batalhei bastante (pelo projeto). Mas, infelizmente, nós não conseguimos. E eu falo que isso é devido a decisões políticas. Campinas tem hoje um orçamento de R$ 11,7 bilhões, mas o que é destinado para a segurança pública são R$ 180 milhões", informa.

O especialista estima que, para que a atividade seja efetivada na cidade, seria necessário cerca de R$ 3 milhões, reforçando que a realização "depende de decisão política". Conclui que o orçamento comporta o projeto e que cidades como São Paulo demonstram a força efetiva da presença da Polícia Militar, beneficiando tanto o policial, quanto a população. "O custo é baixo perto do beneficio", sustenta. 

O outro lado 

O Correio da Manhã entrou em contato com a prefeitura para obter o posicionamento do Executivo municipal a respeito. Aguarda a resposta, caso o Palácio dos Jequitibás deseje manifestar-se.