Após sete casos de sarampo em SP, Campinas faz alerta sobre vacinação
A confirmação de novos casos de sarampo no Estado de São Paulo acendeu um alerta entre as autoridades de saúde. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas reforça a importância de que a população mantenha a vacinação em dia. Dois novos casos de sarampo foram confirmados na capital paulista na noite desta terça-feira (30) pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. Só neste ano, o estado já contabiliza sete casos da doença.
Segundo a pasta, a proximidade com a capital paulista, o Aeroporto Internacional de Viracopos e o aumento da circulação de pessoas durante as férias escolares e a Copa do Mundo elevam o risco de casos importados na cidade.
"Neste momento, o mais importante é que cada pessoa procure saber se sua vacinação está em dia. Os centros de saúde podem orientar sobre a necessidade de atualização e aplicar as doses indicadas”, complementou Cintia Bastos, enfermeira do Programa de Imunização de Campinas.
O sarampo é altamente contagioso uma vez que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus a até 18 pessoas não imunizadas.
Campinas não registra casos da doença desde 2021 e alcançou cobertura vacinal em 2025, 98,91% para a primeira dose da tríplice viral e 92,16% para a segunda. A Secretaria reforça a importância de manter a vacinação em dia.
Quem deve se vacinar
A vacina tríplice viral (SCR) protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível para todas as pessoas que não têm o esquema completo, independentemente da idade. O calendário vacinal prevê que a vacina seja tomada ainda quando criança: primeira dose aos 12 meses; segunda dose aos 15 meses.
Pessoas que não seguiram o calendário também devem ser imunizadas com o seguinte esquema:
De 5 a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias.
De 30 a 59 anos: uma dose.
Trabalhadores da saúde: duas doses em qualquer idade.
Não sabe se tomou?
Quem não tem certeza sobre as doses tomadas pode ir a um centro de saúde com a caderneta de vacinação (se tiver) e um documento com foto. A equipe de saúde fará a consulta no sistema e indicará as vacinas faltantes.
Mais informações
Informações e horários das salas de vacina nos centros de saúde podem ser encontrados no site https://campinas.sp.gov.br/sites/vacina.
Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês após casos de sarampo
O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra o sarampo na capital paulista após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na zona norte da cidade, na última sexta-feira (26). O órgão também recomenda a aplicação do imunizante em Guarulhos, devido à intensa circulação de pessoas.
A vacina recomendada é a “dose zero”, que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O imunizante reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados.
A dose não substitui as já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.
Casos de sarampo
O Ministério da Saúde informa que os três casos de infecção podem ter ocorrido por meio do contato com pessoas procedentes do exterior. Além disso, das três crianças que testaram positivo, duas estudam na mesma creche e a terceira mora na mesma região.
No ano passado, o Brasil registrou 38 casos de contaminação por sarampo. Contudo, permanece o status de país livre do sarampo, visto que os casos aconteceram por importação.
O mesmo não pode ser dito de outros países do continente americano, principalmente da América do Norte, que concentram alta circulação da doença. No México, foram registrados 11.771 casos neste ano. Nos Estados Unidos, foram 2.104 pessoas infectadas e no Canadá, 1.073 casos.
A ascensão do sarampo fez com que a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) retirasse do continente americano, no ano passado, o status de região livre de transmissão endêmica.