Cinco dias após reinauguração, banheiros da UPA São José têm torneiras furtadas

Sanitário masculino e sanitário PCD tiveram os materiais levados; responsáveis podem ser responsabilizados criminalmente se forem identificados

Por Redação

Os sanitários masculino e PCD tiveram que ser interditados

Torneiras foram furtadas de dois banheiros da recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São José na madrugada desta terça-feira (23), apenas quatro dias após o espaço ter sido liberado ao público, na sexta-feira (19), depois de obras de reforma e ampliação. Os sanitários masculino e o adaptado para pessoas com deficiência (PCD) precisaram ser interditados. A previsão é de que a manutenção seja concluída até esta quarta-feira (24).

A equipe técnica já atua no reparo dos equipamentos. Em casos de furto com identificação do autor, a ocorrência é registrada na Polícia Civil para responsabilização criminal e pode haver também a cobrança de ressarcimento pelos danos causados.

As unidades de saúde da Rede Mário Gatti registram, em média, cerca de 10 manutenções diárias em banheiros. Entre os principais motivos estão furtos, vandalismo e mau uso dos espaços.

No período de 14 meses compreendido entre 26 de junho de 2024 e 19 de agosto de 2025, foram abertas 4.356 ordens de serviço para reparos no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, no Hospital Ouro Verde, na Unidade Pediátrica Mário Gattinho, nas UPAs e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

As ocorrências mais frequentes envolvem entupimentos de vasos sanitários em razão do descarte inadequado de papel e outros materiais, como fraldas e talas; além de furtos de equipamentos como torneiras, assentos sanitários e suportes de papel higiênico e toalha, bem como atos de vandalismo.

Impactos

Essas ações têm gerado impacto operacional relevante, comprometendo temporariamente o uso regular das instalações e gerando necessidade de pronta atuação das equipes de manutenção.

O custo médio estimado para cada reparo é de aproximadamente R$ 495,00, considerando materiais, mão de obra e demais insumos necessários para o restabelecimento das condições adequadas de uso.

Projeto Mãos que Preservam

Diante da recorrência dos fatos, a Rede Mário Gatti tem adotado medidas preventivas e de conscientização, a fim de reduzir prejuízos ao erário e assegurar a adequada prestação dos serviços à população.

As ações são realizadas pelo Projeto Mãos que Preservam, que visa estimular o senso de pertencimento e reconhecimento por parte dos usuários, como forma de incentivar o cuidado, a conservação e o uso consciente dos espaços públicos de saúde.

Entre as iniciativas incluídas no projeto estão distribuição de folders em locais de ampla circulação de colaboradores e usuários, como elevadores, copas, refeitórios e relógios de ponto; distribuição de materiais para interação com o público, com perguntas sobre a conservação dos espaços; palestras educativas; divulgação das ações pelo setor de comunicação.

"A conservação física desses espaços reforça os significados de dignidade, cuidado e valorização, refletindo o respeito ao local e à sua representatividade como símbolo da saúde pública", explica a Coordenadoria de Humanização da Rede Mário Gatti.

O projeto é realizado pela Humanização, com apoio dos setores de Obras e Ambiência, Hotelaria e Engenharia Clínica.