Campinas anuncia pacote de ações para enfrentar o El Niño
Diversos setores envolvidos apresentaram as ações e planos de cada área prevendo o "Super El Niño" este ano
A Prefeitura de Campinas apresentou um pacote de ações estratégicas para reduzir os impactos do El Niño e aumentar a proteção da população diante de possíveis eventos climáticos extremos. As medidas estão alinhadas ao Plano Local de Ação Climática e ao Plano Local de Resiliência e Redução de Riscos de Desastres.
Segundo o prefeito Dário Saadi, o enfrentamento das mudanças climáticas exige atuação conjunta do poder público e da sociedade. A administração municipal afirma que o objetivo é minimizar riscos, preservar serviços essenciais e melhorar a resposta da cidade em cenários de calor intenso, secas, incêndios e chuvas fortes.
Monitoramento, alertas e resposta rápida
Entre as prioridades estão o monitoramento meteorológico e a emissão de alertas à população por celulares e painéis digitais. A Prefeitura também vai ampliar a integração entre Defesa Civil, Saúde, Clima, Serviços Públicos e Assistência Social para melhorar a resposta a eventos extremos em diferentes regiões da cidade.
O plano prevê a instalação de 21 estações meteorológicas nos 18 setores de risco de Campinas, com investimento de R$ 350,7 mil. O primeiro equipamento já foi instalado no Museu da Imagem e do Som. Outra frente é o uso de tecnologias como drones com marca termal, binóculos infravermelhos, radar meteorológico metropolitano e mapa de conectividade para desastres.
Medidas contra calor, seca e incêndios
Para enfrentar as altas temperaturas, a cidade vai climatizar o Hospital Ouro Verde e 42 escolas municipais, além de promover a troca de telhados em 50 unidades para melhorar o conforto térmico. A gestão também prevê o plantio de árvores em escolas e a criação de uma rede de refúgios climáticos com sombra, áreas climatizadas, bebedouros e espaços de acolhimento.
Na prevenção de incêndios, Campinas contará com um reservatório na Mata de Santa Genebra e com a implantação de mais 15 microflorestas em áreas de ilhas de calor. A cidade já possui 27 microflorestas, com 36 mil mudas plantadas, como parte das soluções baseadas na natureza.
Obras, drenagem e preparo da população
O pacote também inclui obras de infraestrutura para reduzir alagamentos e melhorar a drenagem urbana, como a implantação de três parques lineares na região central a partir de 2027, ao custo de R$ 23 milhões. A Prefeitura mantém ainda ações como construção de piscinões, desassoreamento dos córregos, limpeza de bocas de lobo e manutenção das galerias de águas pluviais.
Além das obras, haverá campanhas de comunicação e capacitação de moradores e equipes de emergência para atendimento inicial em situações de risco. A administração municipal afirma que o conjunto de medidas busca tornar Campinas mais resiliente e preparada para enfrentar os desafios impostos pelo clima.