Crimes na saidinha de presos do complexo Campinas-Hortolândia; vereador critica medida
A saída temporária de detentos de junho começou na terça-feira (16), e o Complexo Campinas-Hortolândia registrou um homicídio e a adulteração de uma motocicleta logo no primeiro dia. Para o vereador Nelson Hossri (PSD-SP), de Campinas, "o fim da saída temporária é a única atitude em respeito às vítimas". Ainda de acordo com o parlamentar, “a sociedade não aguenta mais privilégios para criminosos".
Hosrri pontua que "o desenvolvimento do país depende do fim da impunidade", argumentando que "a população se tornou vítima e permanece trancada em casa com medo de frequentar as ruas", invalidando o conceito de segurança pública.
Os crimes
O primeiro ocorreu ocorreu na Rua Maria Rodrigues Ferreira, no Jardim Sumarezinho, em Hortolândia, onde um detento de 30 anos, que cumpria pena no Centro de Progressão Penitenciária Professor Ataliba Nogueira em Campinas, foi morto a tiros na frente da casa da família por um ocupante de um veículo branco que desceu do carro, perguntou pelo presidiário e disparou com uma pistola semiautomática.
Pelo menos quatro tiros o atingiram. A morte foi constatada no local pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência). Policiais civis e militares isolaram a área, e a Polícia Científica recolheu cápsulas na via. O corpo foi recolhido por uma funerária ao Instituto Médico Legal de Americana para exames necroscópicos, e a Polícia Civil de Hortolândia apura a autoria e a motivação do assassinato.
Já o segundo crime, foi constatado na Avenida Tarsila do Amaral, no Jardim Amanda, em Hortolândia, onde policiais militares abordaram um motociclista de 43 anos em atitude suspeita. Nada ilícito foi encontrado, mas a vistoria veicular constatou adulteração no motor e no chassi da moto. Consultas da polícia encontraram uma outra moto, com dados idênticos, no pátio de Campinas desde 2025, configurando a clonagem. O condutor foi preso em flagrante por adulteração e reencaminhado à prisão.
Números e critérios
A saída temporária de presos em regime semiaberto termina em 22 de junho. A concessão atende a critérios legais como bom comportamento e cumprimento de parte da pena.
No Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia e no Centro de Ressocialização (CR) de Sumaré beneficia entre 3.500 e 3.800 detentos. A estimativa ocorre porque a lista final muda até o último minuto. Em março, a saída liberou 3.020 detentos; em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, 3.289.
O detento precisa estar no regime semiaberto e ter bom comportamento, mas uma falta disciplinar recente ou uma decisão judicial de última hora pode cassar o benefício. Como os dados das unidades prisionais e do Judiciário vão sendo consolidados, o número exato só é confirmado após a saída dos presos. Descumprir regras ou não retornar gera perda do benefício e pode levar a sanções.