Campinas possui 25 bairros com alto risco de transmissão da dengue

Com mais de 615 mil visitas a imóveis realizadas em 2026, município mantém ações de controle e conscientização de moradores

Por Moara Semeghini - Campinas

Saúde identifica 25 bairros com alto risco de transmissão de dengue no 21º Alerta do ano

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou na última quinta-feira (21) o 21º Alerta Arboviroses Campinas deste ano. O documento identifica 25 bairros com alto risco de transmissão de dengue e determina a intensificação das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.

As áreas com alto risco de transmissão são:

- Leste: Parque Brasília, Vila Lafayette Álvaro, Vila Nogueira, Parque São Quirino
- Noroeste: Jardim Santa Rosa, Jardim Sulamérica, Jardim Florence I e II, Parque da Amizade, Residencial Cosmos
- Norte: Cidade Universitária I e II, Real Parque
- Sudoeste: Jardim Capivari, Jardim Alvorada, Vila Maria Eugênia, Jardim Novo Campos Elíseos, Chácaras Campos Elíseos
- Sul: Parque Oziel, Jardim Monte Cristo, Jardim do Lago Continuação
- Suleste: Jardim Paranapanema, Jardim São Fernando, Vila Lemos, Jardim Proença

O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa e orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença. O documento também reforça a importância de que os moradores recebam bem os agentes que estão trabalhando nas ações. As orientações valem para toda cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que não aparecem nesta edição.

A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material, entre eles, incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso, densidade populacional e a comunicação sobre ações dos agentes. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no material.

Participação da sociedade

Aluta contra as arboviroses exige uma contrapartida de toda a sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença. Mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa.

Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada 7 dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.

Dúvidas sobre a identidade dos agentes podem ser esclarecidas pelo telefone 156 (de segunda a sexta) ou com a Defesa Civil pelo telefone 199 (fins de semana e feriados).

O que já foi feito em 2026

- controle de criadouros: 615.049 visitas a imóveis (até 13/5)
- nebulização: visitas a 41.623 imóveis (até 13/5)
- 6 mutirões
- 13.486 toneladas de descartes irregulares retirados no município (até 15/4)
- monitoramento de pacientes com suspeita de dengue: 187.574 (de 3/2023 a 4/2026)
- uso de armadilhas contra o Aedes em pontos estratégicos
- 137 lideranças de bairros capacitadas para o enfrentamento à dengue e outras ocorrências
- 250 servidores brigadistas
- 300 servidores capacitados

Mais informações em dengue.campinas.sp.gov.br 

Dengue

O Aedes aegypti é vetor da dengue, zyka e chikungunya e, por isso, a melhor forma de prevenção é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e manter fechados os vasos sanitários inutilizados.


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