Saúde recomenda vacinação contra sarampo a torcedores que vão à Copa nos EUA, México e Canadá
Ministério da Saúde lanço a campanha em 29 de abril; há surtos da doença registrados nos Estados Unidos, Canadá e México
A Secretaria de Saúde de Campinas alerta a população que vai viajar para os países sede da Copa do Mundo 2026 para que esteja com a vacinação contra o sarampo em dia, já que há surtos da doença registrados nos Estados Unidos, Canadá e México. Saiba mais em campinas.sp.gov.br/noticias/com-surtos-em-outros-paises-devisa-emite-alerta-sobre-risco-de-casos-importados-de-sarampo-137366.
O Ministério da Saúde lançou a campanha de intensificação da vacinação contra o sarampo focada nos torcedores que viajarão para a Copa do Mundo. A iniciativa visa evitar a reintrodução da doença no Brasil, que é certificado como país livre do sarampo, mas enfrenta riscos devido ao aumento das viagens. internacionais.
Além dos viajantes com faixa etária já abrangida pelo calendário vacinal brasileiro, também devem ser vacinadas crianças de 6 a 11 meses. Para crianças de 6 a 8 meses, haverá doses disponibilizadas em seis Centros de Saúde (CSs) de Campinas. Já a população a partir de 9 meses pode ser imunizada em todos os 69 CSs da cidade.
No caso das crianças de 6 a 8 meses, as doses para imunizá-las estão disponíveis a partir desta quarta-feira, 20 de maio, nos seguintes Centros de Saúde, durante o horário de atendimento e sem necessidade de agendamento:
* CS Guanabara
* CS Vicente Pisani
* CS Aurélia
* CS Aeroporto
* CS São José
* CS Paranapanema
“O ideal é aplicar a dose pelo menos 15 dias antes da viagem, mas, se não der, e houver atraso, nem que seja no mesmo dia”, alertou a coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli.
Nota técnica
A medida segue uma nota técnica voltada a viajantes em razão do evento de massa e da circulação ativa do vírus do sarampo nos países da América do Norte que vão sediar a Copa.
Segundo Chaúla, o objetivo é proteger os moradores antes da exposição ao risco de contágio.
“Quem não está protegido, o risco de pegar é alto e há um risco de reintrodução da doença dentro do nosso país, que hoje tem a eliminação do sarampo. Por isso, todo esse cuidado, e a única forma de prevenir é a vacina”, destacou.
A vacina utilizada é a mesma tríplice viral já aplicada na rotina, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para crianças de 6 a 8 meses, será utilizada uma formulação aprovada para esta faixa etária.
As doses destinadas às crianças dessa faixa etária ficarão centralizadas nas seis unidades de saúde do município listadas acima, uma por distrito.
Outras faixas etárias
Viajantes das demais faixas etárias também devem estar com a imunização em dia para realizar a viagem. Para eles, a vacinação segue disponível normalmente em todos os Centros de Saúde.
A disponibilidade por unidade e os horários de atendimento podem ser consultados em https://campinas.sp.gov.br/sites/vacina/locais-e-horarios-de-vacinacao
O calendário vacinal para essas faixas etárias é o seguinte:
- Crianças a partir de 12 meses até adultos de 29 anos devem receber duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, caso não tenham sido vacinados no período recomendado;
- Adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose da vacina.
Atenção aos sintomas
A coordenadora também reforçou a importância de atenção aos sintomas após viagens internacionais. A população deve se atentar ao surgimento de manchas vermelhas (exantema) no corpo e febre alta (acima de 38,5º) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas:
* Tosse seca
* Irritação nos olhos (conjuntivite)
* Nariz escorrendo ou entupido
* Mal-estar intenso
Segundo ela, profissionais de saúde precisam considerar o histórico de viagem em pacientes com sinais suspeitos da doença para que haja notificação rápida e adoção de medidas de controle.
Entre os sintomas que devem gerar alerta estão febre, conjuntivite e outros sinais característicos da doença. A orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de suspeita.
Histórico de casos
Nos últimos 10 anos, houve casos confirmados de sarampo em moradores de Campinas em 2019 (172 registros), 2020 (35 registros) e 2021 (1 registro).
A principal medida contra a doença é a vacinação. Em 2025, Campinas alcançou cobertura vacinal de 98,91% para a primeira dose da tríplice viral (SCR, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola) e 92,16% para a segunda dose.
Em fevereiro, a prefeitura promoveu uma ação de vacinação contra sarampo e febre amarela. Durante cinco dias, foram realizadas imunizações em supermercados, terminais de ônibus e Centros de Saúde (CSs).
Além disso, durante todo o ano, as vacinas estão disponíveis nos 69 centros de saúde para todas as idades. Não é necessário agendar. Confira os endereços e horários de funcionamento no link: https://campinas.sp.gov.br/sites/vacina/locais-e-horarios-de-vacinacao
Alerta epidemiológico
Em março, o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas emitiu alerta aos profissionais de saúde sobre o risco de casos importados de sarampo no município e pediu reforço na atenção para diagnóstico precoce da doença.
Embora Campinas não registre casos recentes — o último foi em 2021 —, o alerta considera os surtos de sarampo nos Estados Unidos, Canadá e México, além do risco de importação de casos para o Brasil. A Organização Pan-Americana da Saúde também emitiu alerta epidemiológico sobre o cenário.
O documento destaca ainda fatores que aumentam a vulnerabilidade da cidade, como a circulação intensa de viajantes nacionais e internacionais, a presença do Aeroporto Internacional de Viracopos, a malha rodoviária, o grande número de empresas e universidades, além do retorno das férias, do Carnaval e do início do ano letivo.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa por secreções respiratórias, como tosse, espirro e fala. Por isso, a detecção precoce e o isolamento de casos suspeitos são considerados fundamentais para evitar surtos e a reintrodução do vírus no país.