Pedido para investigar vereador é arquivado
Parlamentares votaram contra abertura de comissão processante
O pedido de abertura de uma Comissão Processante para investigar o vereador Roberto Alves (Republicanos-SP) foi rejeitado por unanimidade na sessão de ontem da Câmara Municipal, com 24 votos dos vereadores que estavam presentes em plenário.
O pedido foi feito pelo presidente da Associação Nacional Pilares da Família, Marcelo Araújo Bonifácio, que acusa Alves de omissão.
De acordo com a denúncia, em agosto de 2025 Alves tomou conhecimento de irregularidades cometidas por um conselheiro tutelar em um caso de alienação parental, mas não apurou os fatos, nem tampouco acionou os órgãos competentes.
Na ocasião, o parlamentar ocupava a presidência da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara.
Trâmite
O pedido de abertura da comissão foi aprovado ontem mesmo pela procuradoria da Casa, que não encontrou irregularidades técnicas no documento, e o encaminhou, na sequência, para votação no plenário.
Para que o pedido de investigação fosse aceito, era necessária a concordância da maioria simples dos parlamentares presentes. Em caso de abertura, o colegiado seria constituído por três vereadores, definidos por sorteio.
Bonifácio já havia entrado com um pedido para abertura de uma CP semelhante contra o vereador Permínio Monteiro (PSB-SP) pelas mesmas razões. Mas, a solicitação não passou pela procuradoria.
Defesa
Na terça-feira (5), ao saber do pedido de abertura da comissão, Alves afirmou ao Correio da Manhã que havia recebido a notícia com serenidade e respeito ao rito democrático.
Além disso, afirmou que conta com uma trajetória pautada na transparência e que prestaria esclarecimentos comprovando a improcedência das alegações, caso a comissão fosse aberta.
Relembre o caso
Bonifácio afirma enfrentar restrições na convivência com a filha há anos devido à alienação parental e critica a ineficácia da Lei 12.318/2010. Aponta manipulação psicológica da menor, morosidade judiciária e omissão de órgãos, como o Conselho Tutelar. Para ele, o caso revela falhas na rede de proteção à infância e exige apuração do Ministério Público por envolver interesse público. Em 25 de abril, lançou o livro "Em nome do Pai - A Pedagogia Divina da Paternidade ferida", relando a própria experiência e alertando outros pais que possam passar pela mesma situação.