Servidores da Prefeitura podem ser presos

Polícia Civil investiga uso de atestados médicos falsos

Por Da Redação

Oito servidores do Executivo estão sendo investigados

Oito servidores da Prefeitura de Campinas podem perder os respectivos cargos e serem presos por apresentarem atestados emitidos por médicos que estão sob investigação policial por supostamente terem vendido os documentos. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas instaurou inquérito para investigar um esquema de venda de atestados.

A Polícia Civil apura se os médicos são integrantes do esquema ou vítimas de uma quadrilha especializada na venda dos comprovantes de saúde.

A Prefeitura informou que colabora com as investigações e forneceu informações levantadas pelas secretarias de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e de Saúde à polícia.

Caso sejam culpados, os servidores podem perder o emprego mesmo após a conquista da estabilidade via concurso público. A demissão ocorre quando são comprovadas irregularidades administrativas ou criminais no exercício das funções.

Punições

No âmbito penal, o uso de documentos falsos ou a inserção de informações mentirosas em processos oficiais configuram os crimes de falsidade documental e ideológica. Tais condutas sujeitam o funcionário a penas de reclusão que variam de 1 a 6 anos além do pagamento de multas estabelecidas pelo Código Penal. Simultaneamente o profissional responde administrativamente com base no Estatuto do Servidor, que proíbe a utilização do cargo para obter vantagens pessoais de qualquer natureza.

O estatuto também exige que o servidor mantenha lealdade integral para com as instituições públicas e respeite rigorosamente as normas legais e regulamentares vigentes. O descumprimento desses deveres funcionais compromete a permanência no serviço público e gera processos disciplinares que podem culminar na exoneração definitiva do infrator.

Investigação

A investigação começou em janeiro com uma operação policial que identificou o furto de carimbos de cinco médicos e o uso dos objetos em documentos sob suspeita. O desdobramento gerou uma apuração reversa onde a polícia encaminhou ofícios à Prefeitura para conferir a existência de atestados entregues por funcionários públicos com as assinaturas desses profissionais.

O levantamento interno das secretarias de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e de Saúde apontou que oito servidores apresentaram os documentos; agora, todos os envolvidos passam por processo investigativo.

O processo de apuração inclui consultas a bases nacionais de registro de profissionais de saúde para subsidiar o inquérito policial e identificar a autenticidade das emissões.