Azul registra recorde de R$ 19,8 bilhões em receita líquida anual

Por Da Redação

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Redução das Despesas com Juros e Redução das Despesas de Arrendamento, que é o valor pago pelo aluguel das aeronaves, são os principais resultados financeiros apresentados pela Azul Linhas Aéreas no encerramento de 2025. 

A companhia - cujo hub está localizado em Campinas - registrou uma receita líquida recorde de R$ 19,5 bilhões no acumulado do ano, o que representa o valor total que entrou no caixa após o desconto de impostos, com um crescimento de 4,3% em relação ao ano anterior. O lucro operacional, ganho obtido exclusivamente com a atividade de voar, somou R$ 3,5 bilhões no ano, com uma margem de 18,1%.

O EBITDA, que funciona como um indicador da capacidade da empresa em gerar dinheiro apenas com sua operação básica, antes de considerar impostos e o desgaste dos aviões, atingiu o recorde de R$ 6,0 bilhões em 2025. A margem EBITDA, que mostra a porcentagem da receita que sobrou para a empresa após o pagamento de todos os custos de operação, ficou em 30,7%.

No quarto trimestre, a Azul reduziu em 22,1% as suas despesas financeiras líquidas, totalizando R$ 1,1 bilhão, resultado direto da diminuição da dívida bruta em R$ 3,5 bilhões ao longo do ano. A liquidez total da empresa, que soma o dinheiro em caixa com valores que podem ser convertidos em dinheiro rapidamente, encerrou o período em R$ 3,2 bilhões.

A alavancagem financeira, índice que mede a saúde da empresa ao comparar a dívida com a geração de caixa, caiu de 3,7 para 3,2 vezes em um ano. No campo operacional, o custo por assento oferecido a cada quilômetro voado, conhecido pela sigla CASK, teve redução de 1,9%, impulsionado pela queda de 5,6% no preço do combustível de aviação.

Já a receita obtida por cada assento disponível por quilômetro, o PRASK, subiu 1,1% no último trimestre do ano. A capacidade total de voos da companhia, chamada de ASK, cresceu 2,5% no período, enquanto o tráfego de passageiros pagantes, o RPK, subiu 2,3%.

A taxa de ocupação das aeronaves, que mede a eficiência no preenchimento das poltronas, terminou o ano em 80%, com uma frota operacional composta por 182 aviões.