Campinas fica em 3º lugar em ranking nacional de saneamento

Por Redação

Indicadores: água e esgoto das 100 maiores cidades do País

Campinas aparece em terceiro lugar no ranking do saneamento de 2026, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. O levantamento analisa os indicadores de água e esgoto das 100 maiores cidades brasileiras com base em dados de 2024, do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), do Ministério das Cidades.

Apesar de figurar entre as cidades com melhor desempenho do país, Campinas não lidera a lista neste ano, diferentemente do que ocorreu em edições anteriores.

Os dados indicam que o município já atingiu a universalização dos serviços de saneamento, antecipando em cerca de dez anos a meta prevista no Novo Marco Legal, que estabelece 99% de atendimento com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Atualmente, 99,9% da população urbana é atendida com água tratada, enquanto cerca de 94% do esgoto gerado passa por tratamento. O índice de perdas na distribuição também está entre os mais baixos do país, variando entre 15% e 17%, bem abaixo da média nacional, que supera 39%.

Parte desses resultados é atribuída à atuação da Sanasa, empresa de economia mista cujo acionista majoritário é a Prefeitura de Campinas e responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município.

A empresa investiu nos últimos anos na ampliação da rede, modernização da infraestrutura e incorporação de tecnologias para controle de perdas e monitoramento da qualidade da água. Entre as iniciativas estão a substituição de redes antigas, uso de sistemas inteligentes para detecção de vazamentos e adoção de tecnologias como membranas filtrantes em estações de produção de água de reúso.

Com 36 anos de atuação, a Sanasa também mantém estrutura laboratorial capaz de analisar praticamente todos os parâmetros exigidos pelos padrões nacionais de potabilidade, o que contribui para o controle da qualidade da água distribuída à população.

A infraestrutura de captação, tratamento e distribuição implantada ao longo das últimas décadas sustenta o abastecimento regular em uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, sem histórico recente de racionamento.